Salada de brócolis e beterraba com molho de tahine e mix de sementes

Para aproveitar a colheita da horta, fiz esta salada linda e colorida!

Usei brócolis Português porque já estava bom de colher e as beterrabas colhi ainda novinhas. A vantagem de ter uma horta é que você pode comer até as folhas dos brócolis e da beterraba. Aliás, os talos da beterraba refogados ficam uma delícia.

Mas se você comprar bem frescos também vai ficar muito bom.

A primeira coisa que chama a atenção nessa salada são as cores vibrantes dos vegetais e do molho. Primeiro a gente come com os olhos, não é?

Depois, quando a salada vai para o prato, o aroma amantegado e rico das sementes despertam o olfato.

E então, a mistura de texturas e sabores: adocicado, crocante, macio, tostado, amantegado…Fazem uma festa na boca!

Ingredientes simples transformados num prato delicioso!

Já ficou salivando? Então vamos lá!

As beterrabas ficam melhores assadas, pois concentram melhor o sabor, a cor se intensifica e não perdem vitaminas como no cozimento. Asse-as no dia anterior, e guarde-as na geladeira, assim quando forem para o prato de salada, estarão geladinhas.

Os brócolis podem ser cozidos no vapor rapidamente, para não perderem a cor e a crocância. A variedade Ninja também fica ótima na salada.

O molho de tahine (pasta de gergelim) é um espetáculo à parte! Aromático, saboroso e com esse amarelo maravilhoso da cúrcuma. E ainda é muito nutritivo, pois a cúrcuma, tem propriedades anti inflamatórias e anti oxidantes. Na Índia é usada há muitos anos e é a responsável pelo amarelo do Curry. ( Se quiser saber mais sobre esse condimento mágico, acesse aqui: https://www.tuasaude.com/curcuma/ )*

Misture tahine, cúrcuma em pó, sal, pimenta do reino moída na hora, suco de limão e água. Esse molhinho você pode fazer e guardar num vidro com tampa, na geladeira, e usar em outras saladas. Pode guardar até 4 dias seguramente. Mas tenho certeza de que não vai durar tanto, porque você vai acabar com ele bem antes! Rsrs.

Ainda acrescentei um mix de sementes que confere mais sabor, crocância e um aroma delicioso. Prepare antes também e guarde em um vidro com tampa.

Você pode colocar em todas as suas saladas e assim vai sempre ingerir nutrientes importantes para a saúde, como o ômega 3 presente na semente de linhaça. Na semente de abóbora você encontra também ômega-3, além de fibras, antioxidantes e minerais como o ferro e o magnésio. A semente de girassol, é rica em gorduras saudáveis, proteínas, fibras e antioxidantes. As  sementes de gergelim são ricas em antioxidantes, lignanos, vitamina E e outros micronutrientes que garantem diversas propriedades para a saúde.

Coloque as sementes para tostar levemente, na frigideira . Comece com as sementes de abóbora e girassol. Depois acrescente a linhaça e o gergelim. O importante é sempre mexer ou saltear a frigideira até que as sementes estejam coradas, mas sem queimar.

Comer salada assim é fácil demais! Experimente!

Ingredientes:

  • 8 beterrabas pequenas ou 4 médias.
  • 1/2 maço de brócolis Português ou Ninja.

Para o molho:

  • 1 colher de sopa de tahine (pasta de gergelim)
  • 1 colher de chá de cúrcuma em pó
  • suco de 1 limão (qualquer um serve)
  • 2 colheres de sopa de água
  • sal e pimenta do reino à gosto

Para o mix de sementes:

  • 1/4 de xícara de chá de sementes de abóbora
  • 1/4 de xícara de chá de sementes de girassol
  • 1 colher de sopa de sementes de linhaça dourada
  • 1 colher de sopa de sementes de gergelim branco

Modo de preparo:

  1. Corte as beterrabas ao meio e asse-as embrulhadas em papel alumínio por 30 à 40 minutos ou até que estejam macias. Deixe esfriar, retire a pele, corte-as ao meio novamente e guarde-as na geladeira até o momento de usar.
  2. Cozinhe os brócolis no vapor rapidamente. Espere esfriar e deixe-os na geladeira.
  3. Prepare o mix de sementes: Na frigideira, coloque as sementes de abóbora e girassol, mexa sempre. Quando estiverem coradas e tostadas, acrescente as sementes de linhaça e gergelim. Espere esfriar e guarde-as num vidro com tampa.
  4. Prepare o molho: Junte tos os ingredientes e guarde-o num vidro ou molheira na geladeira.
  5. Monte a salada: Num prato coloque os brócolis, as beterrabas e regue com o molho de tahine** e distribua o mix de sementes por cima.

Serve 4 porções

* Compre a cúrcuma em lojas confiáveis e de preferência já embalado, pois à granel pode ter contaminação cruzada com o glúten. Também pode estar contaminado com metais pesados. Mas como não é um ingrediente caro, dá pra comprar de potinho. E rende muito! Experimente assar legumes no azeite e no final polvilhar a cúrcuma.

P.S.: A cúrcuma não deve ser cozida em altas temperaturas, senão perde seus efeitos nutricionais.

**O tahine também é usado para fazer o homus, aquela pastinha árabe de grão de bico. Se quiser ver a receita, tem aqui no blog, junto com o post de kibe assado: https://alergiazero.blog/2020/02/16/kibe-assado/

Manjar branco

Há quem ame e quem odeie essa sobremesa. Mas uma coisa é certa, todo mundo conhece. É um clássico dos almoços de domingo.

Essa sobremesa já foi bem diferente da que conhecemos hoje. Acredite se quiser, mas já foi salgada! Dá pra imaginar isso? O blancmange, termo cunhado pelos franceses, foi levado à Europa pelos árabes, por volta do ano 1200. Era um prato muito nobre e quase sempre reservado aos doentes e debilitados. Uma porção de peito de frango cozido e esmigalhado era adicionado ao leite de amêndoas e engrossado com pó de arroz, pouco sal e um ingrediente muito raro na época: o açúcar, que tinha mais a função de remédio. Depois perfumava-se o manjar com água de rosas.

Durante muito tempo essa receita permaneceu assim. Foram os portugueses que trouxeram a receita para o Brasil, mas pela escassez de leite de amêndoas e fartura de leite de côco, a receita foi adaptada. Mais tarde com a introdução da Maizena no país, a receita sofreu nova adaptação.

E a versão como conhecemos com calda de ameixas, foi mais tarde trazida pelos imigrantes libaneses, que tem um doce chamado Mahalabie, um creme com leite de amêndoas, amido de arroz, e uma calda de frutas secas, podendo ser ameixa ou damascos e água de flor de laranjeira. Leva ainda pistaches e algumas receitas pedem cristais de almíscar .

No Brasil, a receita continuou a usar o leite de côco, mas foi acrescentado leite de vaca , amido de milho, muito açúcar e ameixa em calda.

A nossa receita volta a sua origem, com o emprego do leite de amêndoas. Mas continuamos com uma porção do leite de côco, que deixa o manjar mais cremoso. Vai pouco açúcar na receita, pouco amido de milho e uma compota caseira feita com ameixa seca, muito mais saborosa que a ameixa em calda.

Muito simples de se fazer e com poucos ingredientes. A receita ficou perfeita, digna de ser chamada de: ”O manjar dos Deuses”!

O leite de amêndoas deixa um sabor bem delicado. E ainda acrescentei um pouquinho de essência de baunilha na falta da água de flor de laranjeira.

Mas também já fiz só com leite de côco e o sabor fica mais intenso. Faça o leite de côco em casa, é só bater no liquidificador côco seco in natura e água quente, depois coar num pano de trama fina e está pronto para usar. Não aconselho usar leite de côco de caixinha, é muito aguado.

Aí vai de você gostar muito ou não de côco. De toda maneira, independente do leite vegetal que você usar, a receita leva uma garrafinha de leite de côco tradicional industrializado.

Eu nem coloco açúcar na compota, pois açúcar já não é remédio há muito tempo… E o manjar já é doce, mas se você gosta de sobremesa melada, pode adicionar 1 colher de sopa de açúcar.

Também é possível fazer o manjar com leite de aveia, tem receita aqui: https://alergiazero.blog/2019/01/26/leite-de-aveia-sem-gluten/

Se usar o leite de aveia, você consegue usar menos amido, pois o leite de aveia dá uma engrossadinha quando aquecido. Então use metade do amido e veja se o manjar engrossa até alcançar a fervura. Qualquer coisa é só ir dissolvendo mais amido em um pouquinho de água e ir acrescentando ao manjar, até ficar no ponto. Aqui você também pode pingar umas gotinhas de baunilha.

Se você torcia o nariz pra essa sobremesa, tenho certeza de que agora você vai olhar o manjar branco com outros olhos!

Experimente!

Ingredientes:

  • 400 ml de leite vegetal (amêndoas, côco ou aveia)
  • 200ml de leite de côco tradicional industrializado
  • 30g de amido de milho ( use menos se estiver usando leite de aveia)
  • 70g de açúcar refinado
  • Gotas de essência de baunilha, se estiver usando o leite de amêndoas ou o leite de aveia.

Para a compota de ameixa:

  • 200g de ameixa seca sem caroço
  • 250ml de água

Modo de preparo:

  1. Dissolva o amido em um pouco de leite vegetal, misture bem.
  2. Adicione o restante do leite vegetal, o leite de côco e o açúcar.
  3. Cozinhe mexendo sempre, até engrossar e ficar no ponto de um mingau.
  4. Retire do fogo e coloque o manjar numa tigela, que possa ficar dentro de outra com água gelada. Mexa até esfriar completamente. Isso evitará a formação de película sobre o manjar.
  5. Despeje o manjar em um refratário ou distribua em taças.
  6. Leve para gelar, por pelo menos 2 horas.
  7. Enquanto o manjar esfria, prepare a compota:
  8. Corte as ameixas grosseiramente.
  9. Leve ao fogo junto com a água.
  10. Cozinhe mexendo as ameixas por uns 5 minutos, até que elas se desmanchem um pouco, mas não completamente.
  11. Espere esfriar e leve à geladeira.
  12. Sirva por cima do manjar.

Rende 4 porções de 200g

Se sobrar compota, leve-a ao fogo novamente com um pouquinho de açúcar e deixe reduzir, vai se transformar em uma deliciosa geléia.

Ou coma com iogurte grego, também fica muito bom!

História do manjar branco: https://entresabores.com.br/manjar-branco-um-prato-que-se-transformou-ao-longo-do-tempo/

Salada de quinoa

Eu amo quinoa! Nunca deixo faltar em casa. Uso pra fazer quibe assado (tem receita aqui no blog) e essa salada colorida, ótima para os dias quentes.

Essa salada de quinoa é um curinga na cozinha, vai bem com tudo!

É muito leve e nutritiva! E você fica saciado comendo uma saladinha! Muito bom não é?

Basta uma proteína grelhada e uma salada de folhas e você tem uma refeição completíssima.

A quinoa é conhecida por ser um super alimento. É rica em proteínas, fibras e minerais como cálcio, magnésio e ferro. Contém todos os 9 aminoácidos essênciais ao nosso organismo. Tem alto poder de saciedade, é rica em vitaminas e antioxidantes e ainda ajuda a reduzir o colesterol ruim!

A quinoa é um pseudocereal.

“Pseudocereais entende-se por grãos
semelhantes aos cereais por apresentarem
uma proporção aproximada em carboidratos,
lipídeos, proteínas e fibras comparado ao
trigo. Destacam-se pelo alto teor e qualidade
da proteína, com ausência de glúten,
possuindo algumas vitaminas e minerais em
maior quantidade” (AMAYA-FARFAN et al.,
2005).

“Pode-se afirmar que o perfil
aminoacídico da quinoa é muito superior aos
outros cereais. A quinoa apresenta outras
vantagens sobre os outros cereais, por possuir
quantidades elevadas de vitaminas como,
riboflavina, niacina, tiamina, B6, e minerais
como magnésio, zinco, cobre, ferro,
manganês e potássio” (BORGES et al., 2003).

Como você pode ver na foto, a salada é bem colorida.

Eu gosto de colocar vegetais de várias cores. Dessa maneira, você tem uma salada muito rica nutricionalmente.

Coloquei pimentão vermelho e amarelo, tomatinhos, salsa, picles de pepino, cenoura ralada, azeitona preta, azeite e sal. Mas fique a vontade para acrescentar o que mais você quiser. Às vezes eu acrescento talos de salsão picadinho, que acrescenta um frescor à salada.

Na hora de servir acrescente limão ou balsâmico se desejar.

http://www.ufrgs.br/sbctars-eventos/gerenciador/painel/trabalhosversaofinal/SAL130.pdf

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de chá de pimentão vermelho (60g) cortado em quadradinhos de 1/2 centímetro.
  • 1/2 xícara de chá de pimentão amarelo cortado também em pedacinhos (60g)
  • 1/2 xícara de chá de cenoura ralada fina (50g).*
  • 1/2 xícara de chá de salsa picada (12g)
  • 1/2 xícara de chá de azeitona preta picada (75g)
  • 1/3 de xícara de chá de picles picados (60g)
  • 1/2 xícara de chá de quinoa em grãos (80g).
  • Sal, azeite e limão à gosto.

Modo de fazer:

  1. Coloque para ferver 600ml de água
  2. Quando ferver adicione os grãos de quinoa e abaixe o fogo.
  3. Deixe cozinhar por 10 minutos e escorra. Deixe cair água fria e esprema os grãos com as mãos.
  4. Coloque numa tigela e acrescente os demais ingredientes.
  5. Misture bem e sirva.

Rende 4 porções de 130g cada

Biscoito Digestive (tipo Calipso)

Digestive são biscoitos levemente doces, também  chamados de sweetmeal biscuits. A receita original levava bicarbonato de sódio que era considerado bom para a digestão, por isso o nome. Leva ainda uma boa quantidade de fibras, como a aveia.

Trata-se de um biscoitinho redondo rico em fibras e com pouco açúcar. Simples assim! Mas é a versão com uma fina camada de chocolate que mais faz sucesso.

No Reino Unido é o biscoito mais vendido e é muito apreciado na hora do chá.

Seja com chá ou o nosso velho e bom café com leite, o que importa é que são deliciosos.

Um biscoito levemente crocante nas bordinhas e macio por dentro, com a doçura na medida certa  e finalizado com uma camada deliciosa de chocolate meio amargo.

Muito simples  de se fazer, mas com um sabor intenso, esses biscoitos tornam o chá ou o café muito mais saborosos!

Ingredientes:

  • 110g de aveia em flocos triturada no processador ou farelo de aveia.
  • 50g de açúcar mascavo
  • 1/4 de colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento químico
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 4 colheres de sopa de leite vegetal
  • 120g de chocolate 55% cacau para a cobertura

Modo de preparo

  1. Pré-aqueça o forno à 180ºC
  2. Unte uma assadeira ou use um tapetinho de silicone para por os biscoitos
  3. Misture todos os ingredientes secos.
  4. Adicione os ingredientes úmidos e misture bem.
  5. Faça bolinhas com 3 cm de diâmetro, coloque na assadeira e achate-as com os dedos úmidos.
  6. Asse por aproximadamente 20 minutos ou até que as bordas do biscoito estejam coradas. Não deixe corar demais, senão os biscoitos ficarão amargos.
  7. Retire do forno e deixe esfriar na assadeira por 5 minutos. Transfira os biscoitos para uma grade e aguarde esfriar completamente.
  8. Derreta o chocolate e pincele sobre os biscoitos frios.
  9. Leve ao freezer por 1 ou 2 minutos para endurecer.
  10. Armazene numa lata ou recipiente com tampa.

Rende 10 biscoitinhos.

Bolo de banana ou banana bread

Sim, é bolo de banana! Todo mundo tem uma receita favorita anotada no caderninho, não é?

Esse é o bolo dos americanos. É mais simples e denso. Quando digo simples, é que não vai cobertura ou recheio.

Assim como nós temos os nossos bolos simples, também chamados bolos de vó, que são assados em forma de buraco no meio, lá na terra do brownie e do cupcake, o bolo simples é assado na forma de pão, por isso o nome banana bread.

E claro, vai banana na massa. Mas é possível acrescentar outros sabores como nozes, passas, blueberryes e gotas de  chocolate.

Acredita-se que o banana bread surgiu durante a Grande Depressão nos EUA, em que as donas de casa não queriam jogar fora as bananas já muito maduras. Deu muito certo e o banana bread passou a constar em vários livros de receita.

Esse bolo é muito úmido, macio e saboroso. Além de muito perfumado, por conta do casamento perfeito da banana com a canela.

A receita tradicional americana leva ovos e farinha de trigo. Mas foi totalmente possível substituir os ovos por “ovos de linhaça”, que simplesmente é um gel de farinha de linhaça e água. E no lugar da farinha de trigo, usei um mix de farinhas sem glúten.

Eu usei leite de amêndoas, mas qualquer leite vegetal funciona bem nesta receita. Use o que você mais gosta. Aqui no blog tem receita de leite de aveia., veja aqui: https://alergiazero.blog/2019/01/26/leite-de-aveia-sem-gluten/

A massa lembra um bolo integral de banana, mais denso, mas bem úmido.

O toque final é opcional: meia dose de Amaretto com mel. Hummm!!!

Ingredientes:

  • 2 flex eggs (2 colheres de sopa=8g de farinha de linhaça dourada, dissolvidas em 6 colheres de sopa de água= 100ml)
  • 1 xícara de chá de açúcar de côco ou demerara (223g)
  • 1 xícara de chá de banana nanica bem madura amassada (170g)
  • 1/4 xícara de chá de azeite de oliva (80ml)
  • 1/2 xícara de chá de leite vegetal de sua preferência (150ml)
  • 1/3 de xícara de chá de farinha de arroz (65g)
  • 1/3 de xícara de chá de amido de milho (40g)
  • 1/3 de xícara de chá de farinha de amêndoas (45g)
  • 1/3 de xícara de chá de fécula de batata (55g)
  • 2 colheres de chá de fermento químico (10g)
  • 1 colher de chá de canela em pó (2g)
  • 1/2 xícara de chá de nozes moídas (35g) ou 1/2 xícara de chá de chocolate picado ou gotas (50g)
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo:

  1. Numa tigela, junte todos os ingredientes secos.
  2. Adicione a banana amassada e os líquidos e misture bem.
  3. Junte as nozes moídas ou o chocolate picado e misture delicadamente.
  4. Despeje a massa em uma fôrma de pão ou em 2 fôrmas de bolo inglês somente untadas.
  5. Asse à 240ºC por 40 à 50 minutos.
  6. Espere amornar e retire da forma.
  7. Deixe esfriar em uma grade.
  8. Polvilhe canela ou chocolate em pó se desejar. Ou regue com Amaretto e mel, 1/2 dose basta.

P.S.: Neste post deixei as medidas em xícaras e colheres também. Eu prefiro usar uma balancinha de cozinha, pois na confeitaria qualquer grama a mais ou a menos faz diferença. Então se você não tem uma balança, use pelo menos as medidas padrão, você encontra as medidas de xícaras e colheres em qualquer loja de utilidades domésticas. Mas quando puder invista numa balança, não é tão caro e vale muito a pena!

Arroz doce caramelado

A sobremesa carregada de lembranças!

Você já ouviu falar em comida afetiva ou confort food?

Como o próprio nome diz, culinária afetiva é aquela que traz consigo afeto, sentimentos e lembranças. É a saudade em forma de alimento. É o desejo de voltar no tempo. É a comida de casa! Que conforta, que emociona!

Todos nós temos em nossa memória alguns pratos que lembram a infância: aquele macarrão feito aos domingos, o bolo de cenoura com chocolate, o bolinho de chuva… E tantos outros sabores que nos transportam para tempos tranquilos e que temos saudades.

Dentre as várias memórias de infância, o arroz doce é a sobremesa que eu mais gostava. O aroma de leite quente caramelizado invadia a casa e uma caneca com o doce quentinho polvilhado com canela aquecia meu coração nos dias frios de junho.

E é durante os meses frios que eu sinto vontade desse doce.

A minha mãe caramelizava o leite antes de por o arroz, e isso fazia toda a diferênça. Depois era só polvilhar canela! Era um carinho no estômago!

Tenho certeza que arroz doce era sobremesa em muitos lares brasileiros. Pois os ingredientes usados são comuns em qualquer casa.

Além do arroz, açúcar, leite e canela, é possível acrescentar ainda raspas de laranja, noz moscada ou uva passa.

Na minha versão, eu substituí o leite de vaca por leite de côco e leite de amêndoas.

Primeiro preparo um caramelo claro e acrescento o leite de côco misturado com outro leite vegetal, pode ser leite de arroz ou de amêndoas. A mistura de leite deve estar aquecida antes de ser colocada no caramelo. Então coloco o arroz pré cozido. Acerto o açúcar e deixo cozinhar mais alguns minutos. Polvilho com canela e está pronto!

Eu gosto do arroz doce mais durinho, então cozinho o arroz até ficar al dente, ainda firme. Mas ainda assim ele fica cremoso.

Se você preferir mais molinho, coloque mais 1/2 xícara de chá de água no cozimento.

E você? Qual a sua comida afetiva preferida?

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de arroz branco cozido em 2 xícaras de chá de água.
  • 1 xícara de chá de açúcar para o caramelo.
  • + 1/4 de xícara de chá de açúcar para adoçar mais, se necessário.
  • 200ml de leite de côco integral (de garrafinha mesmo)
  • 350ml de leite de amêndoas ou outro leite vegetal de sua preferência.
  • Canela em pó para polvilhar.

Modo de preparo:

  1. Cozinhe o arroz na água. Reserve.
  2. Aqueça a mistura de leite.
  3. Numa panela coloque o açúcar, deixe em fogo baixo e espere caramelizar. Assim que o açúcar estiver todo derretido ( na cor bege escuro) e começar a liberar fumaça, acrescente a mistura de leite.
  4. Mexa até desmanchar todo o açúcar.
  5. Acrescente o arroz cozido.
  6. Mantenha em fogo baixo mexendo de vez em quando.
  7. Acrescente mais açúcar se desejar.
  8. Está pronto quando o doce estiver cremoso.
  9. Polvilhe canela e sirva.

Depois de frio você pode guardar na geladeira, e se quiser comer quentinho é só aquecer no microondas.

Rende de 6 porções de 200g

Bolo Cappuccino

Esse bolo definitivamente combina com a hora do café!

Úmido, macio e cheio de sabor!

Aqueles que não apreciam café que me desculpem… E felizes daqueles que amam café! Esse bolo é muito bom!

Seja ele simples ou com uma calda de chocolate ou caramelo.

Assado em uma forma de bundt cake, fica lindo na mesa! Simples, combina com o café da tarde. Com calda, combina com festa!

Sugere-se que o nome “bundt” é derivado do Bundkuchen alemão (que é chamado no sul da Alemanha e Áustria por  Gugelhupf, e na Suíça por Gugelhopf), que é um bolo em formato de anel, assado numa forma de buraco no meio. Há formas lindas, que confere ao bolo um visual bem atrativo. As de cobre são lindas para decorar a cozinha. Há até quem colecione essas formas! Pena que são caríssimas!

Eu tenho uma única forma de silicone. É ótima! Não gruda nada! E é bem acessível! Você encontra bem fácil pra comprar.
E se você não tiver uma forma decorada, usa aquela simplesinha ou uma de pudim. O sabor vai ser o mesmo!

E convenhamos… colecionador é softword para acumulador organizado. Deixemos as coleções para os museus!
Como você já deve ter adivinhado, é um bolo que vai café na massa. E combinado com o creme de leite vegetal (usei o de aveia) resulta no sabor de capuccino. Eu não coloquei canela na massa, mas dá pra polvilhar depois, no bolo pronto.
Foi uma amiga que me falou do bolo cappuccino, só que de massa tradicional, com farinha de trigo, ovos e leite. É claro que eu tinha que testar sem glúten, sem ovos e sem leite…

O primeiro ficou bom de sabor, mas não cresceu muito. O segundo subiu muito rápido e depois murchou… O terceiro cresceu bem, manteve-se no lugar e ficou muito gostoso.

Esse bolo fica úmido na medida certa. Mas não vai óleo nos ingredientes. Em vez de óleo, eu uso creme de leite de aveia. Você pode comprar um creme de leite vegetal ou fazer o seu. Tem receita no blog, é só seguir o link lá em baixo.

Também dá pra substituir por leite de côco de garrafinha. Honestamente, eu ainda não fiz com esse ingrediente. Já usei em outros bolos e não teve alteração de sabor, então acredito que não fará diferença. O importante é usar uma fonte de gordura emulsionada, que é o caso do creme de leite e leite de côco.

É importante passar as farinhas pela peneira, pra não ficar gruminhos no bolo. Só a farinha de amêndoas que é grossa e não dá pra peneirar.

O café solúvel também precisa ser peneirado, deve ficar bem fino pra misturar bem com a massa.

De resto é um bolo muito fácil de se fazer, não precisa nem de batedeira… É só misturar tudo muito bem.


Pronto! Aqui estou eu para compartilhar com vocês!
Experimente servir com uma colher de doce de leite de côco* ou Nutella caseira (quer fazer a sua? Veja aqui: https://alergiazero.blog/2020/03/08/nutela-caseira/)

Ingredientes:

  • 150g de farinha de arroz
  • 100g de amido de milho
  • 40g de farinha de aveia
  • 40g de farinha de amêndoas
  • 220g de açúcar demerara
  • 13g de fermento químico
  • 2g de bicarbonato de sódio
  • 15g de café solúvel passado por uma peneira
  • 200g de creme de leite vegetal** ou 200ml de leite de côco tradicional.
  • 220ml de água

Modo de fazer:

  1. Passe pela peneira todos os ingredientes secos, menos a farinha de amêndoas. Misture todos muito bem.
  2. Adicione o creme de leite vegetal e a água.
  3. Misture tudo muito bem.
  4. Coloque a massa (fica mais líquida que a tradicional) numa forma untada.
  5. Leve para assar em forno pré aquecido à 240ºC.***
  6. Asse por 35 a 40 minutos. Espete um palito, se sair limpo, está pronto.
  7. Espere esfriar um pouco e desenforme.

*Tem doce de leite de côco pronto para comprar em lojas de produtos naturais.

** Veja como fazer o creme de leite de aveia aqui: https://alergiazero.blog/2021/04/23/creme-de-leite-de-aveia/

*** Antes de começar a juntar os ingredientes, ligue o forno e unte a forma.

Pão artesanal

Fazer pão em casa é como fazer mágica! Junta-se farinha, fermento e água e obtém-se  o alimento mais democrático que existe…Não há casa que não tenha um pedaço de pão na mesa!

É estimado que o pão tenha surgido há 12 mil anos, na Mesopotâmia, juntamente com o cultivo do trigo. Os pães eram feitos de farinha de cereais misturada com o fruto do carvalho.

Antes de ser utilizada para fazer o pão, a farinha de diversos cereais era usada na preparação de sopas e mingaus. Depois, passou-se a adicionar à farinha outros ingredientes, como mel, azeite doce, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos e carnes moídas, formando-se bolos, que teriam precedido o pão propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas. Consta que a utilização de fornos de barro para o cozimento de pães remonta ao VII milênio a.C., pelos egípcios. Aos egípcios também é atribuída a descoberta do uso de líquido fermentado à massa para torná-la mais leve e macia.

Quer saber mais sobre a história do pão? Veja aqui:https://super.abril.com.br/historia/pao-os-primeiros-14-mil-anos-de-historia/

E fazer pão sem glúten é uma mágica ainda mais elaborada! Mas quando a gente vê o resultado, vale a pena todas as tentativas!

Nesse pão, todos os ingredientes usados são bem comuns, a diferença deste com os outros tipos de pães sem glúten é o tempo de fermentação.  Para conseguir esse pão delicioso, você precisa deixar a massa pelo menos uma noite na geladeira. Ela vai ficar mais firme e vai ser possível assá-la sem a necessidade de uma forma. O pão inteiro vai ficar com uma casquinha crocante, característica principal de um pão artesanal.

E o sabor! Ah, o sabor é muito parecido com o de um pão tradicional. Ainda comparando com a mágica…Você vai ficar muito surpreso!

Pra começar, você precisa fazer o mix de farinhas. Junte todas as farinhas e guarde num vidro. Fica muito mais prático na hora de misturar os demais ingredientes. Eu gosto de fazer o meu mix, porque assim sei o que contém nele, mas você pode tentar fazer com um mix comprado, existe ótimas misturas de farinhas no mercado. Mas sinceramente, não sei como vai ficar, pois eu não fiz esse pão com mix comprado.

Com o mix de farinhas à mão, adicione os outros ingredientes e amasse bem. Pode ser à mão mesmo. Eu fiz assim! Mas se você tiver uma batedeira com pás de bater massa de pão, pode usar.

Amasse, amasse, amasse! Role a massa na tigela, amasse mais, brinque com a massa! Quando todos os ingredientes estiverem bem agregados e for possível formar uma bola com a massa, cubra a tigela com um plástico e deixe em local protegido para fermentar.

Eu costumo deixar a tigela dentro de uma bolsa térmica e ainda coloco uma bolsinha de gel (dessas de usar em dor muscular) aquecida dentro da bolsa térmica. Isso simula uma “estufa” e mantém a temperatura ideal.

Você também pode deixar a tigela dentro do microondas ou num armário com um recipiente de água quente.

Ou só embrulhe a tigela num pano de prato e deixe dentro do forno desligado.

Quando a massa estiver bem crescida, isso leva entre 1 hora e meia à 3 horas, guarde na geladeira por pelo menos 12 horas. A massa pode ficar na geladeira por até 7 dias. Quanto mais tempo ficar, mais crocante fica a casquinha e mais gostoso o pão.

Experimente na primeira vez, assar o pão depois de 12 horas de descanso da massa. E outra vez, deixe descansar na geladeira por 3 dias, assim você percebe a diferênça na massa.

No dia de assar o pão, retire a tigela da geladeira e novamente coloque a tigela em local protegido e aquecido, com a bolsa térmica ou com outra fonte de calor. A massa que ficou na geladeira e perdeu um pouco do volume, vai crescer mais um pouco . Espere 1 ou 2 horas, mantendo o local em que está a massa sempre aquecido.

Agora a surpresa: Eu asso o meu pão na Airfryer (fritadeira elétrica sem óleo)! Por que?  Porque ela chega numa temperatura bem baixa, que o meu forno não alcança. Pães sem glúten precisam ser assados com temperatura baixa para que o centro do pão fique bem assado.

A Airfryer ainda tem o ar quente que vem de cima. Isso ajuda a deixar a casquinha do pão bem crocante.

Mas já assei este tipo de pão muitas vezes no forno mesmo. Você pode usar uma panela de ferro, tipo “forno holandês” ou qualquer outra que tenha tampa e que possa ir ao forno. Coloque a panela para aquecer dentro do forno. Coloque o pão em cima de uma folha de papel manteiga, isso facilita na hora de por o pão dentro da panela quente. Use o papel manteiga como um lençol para transferir o pão para a panela. Não se preocupe, o papel não vai pegar fogo, talvez só fique um pouco escuro. Ele também vai te ajudar a retirar o pão da panela quente, retire segurando as pontas da folha de papel e coloque na grade pra esfriar.

Na Airfryer, leva em torno de 1h30min para assar. No forno convencional, leva menos tempo, mais ou menos 50 minutos com a panela tampada e mais 20 minutos sem a tampa.

Se você não tem a Airfryer nem uma panela que possa ir ao forno, não se preocupe, use uma assadeira e improvise uma tampa com papel alunínio. É só moldar a tampa em forma de um chapéu e cobrir o pão. Nos 10 minutos finais, retire a tampa e se necessário aumente um pouco a temperatura do forno.

Na Airfryer também use o papel manteiga para te ajudar a por o pão dentro dela. Ah…Pré-aqueça por 1 minuto à 80ºC e mantenha essa temperatura por 1h e 20 minutos. Se o pão já estiver levemente dourado, aumente a temperatura para 100ºC e deixe mais 10 minutos. Quando o pão já estiver com uma cor bem bonita, vire e deixe mais uns minutinhos, para endurecer o fundo do pão.

Retire o pão do forno ou da sua Airfryer e espere esfriar em cima de uma grade.

Mas não espere muito! Aproveita ele morninho e mate a vontade de um pãozinho com manteiga! Esse é sem dúvida o melhor pão sem glúten que você vai comer!

Aproveite também pra fazer uma bruschetta italiana, fica perfeito! Ou ainda para fazer aquela noite do fondue de queijo.

E se sobrar… faça pão na chapa no dia seguinte!

Primeiro faça o mix de farinhas sem glúten :

Para 5 xícaras de chá de mix:

  • 336g de farinha de arroz
  • 126g de amido de milho
  • 105g de polvilho doce
  • 98g de farinha de grão de bico
  • 21g de fécula de batata
  • 14g de goma xantana

Misture todas as farinhas e guarde num vidro com tampa.

Se desejar fazer mais quantidade do mix, é só dobrar as quantidades em gramas.

Agora vamos ao pão!

Ingredientes:

  • 420g de mix de farinhas sem glúten
  • 4g (1 1/2 colher de chá) de goma xantana*
  • 1 tablete de 15g de fermento fresco para pão
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de mel
  • 360ml de água morna

Modo de preparo:

  1. Misture os ingredientes secos.
  2. Adicione o mel e o azeite.
  3. Dissolva o fermento na água e junte aos demais ingredientes.
  4. Misture bem. Use a batedeira ou mexa bem com uma das mãos na tigela mesmo. Quando a massa estiver já bem misturada, unte as mãos com azeite e forme uma bola.
  5. Volte a bola de massa para a tigela. Cubra com um plástico e deixe na sua “estufa” por 1h30 minutos à 3 horas. Ou até que tenha dobrado de tamanho.
  6. Deixe na geladeira por pelo menos 12 horas. Podendo ficar até 7 dias.
  7. Quando for assar, retire a massa da geladeira. Deixe novamente na sua estufa por 1 hora ou 1 hora e 30 minutos.
  8. Se for assar na Airfryer basta pré aquece-la por 1 minuto já na temperatura de 80ºC. Coloque o pão no cesto da fritadeira com o auxilio do papel manteiga. Regule o temporizador para 60 minutos. E passado esse tempo coloque mais 20 minutos. Quando o pão já estiver levemente corado, coloque mais 10 minutos e aumente a temperatura para 100ºC. Vire o pão e deixe assar mais 1 ou 2 minutos. Está pronto. Retire da Airfryer e deixe esfriar numa grade.
  9. Se for assar no forno, pré-aqueça-o à 110ºC. Coloque a panela com tampa dentro do forno e deixe por uns 5 minutos. Com a ajuda do papel manteiga, coloque o pão dentro da panela, tampe-a e volte a panela ao forno. Asse por 50 minutos. Retire a tampa e asse por mais 20 minutos. Assim que o pão estiver corado, desligue o forno, retire a panela e tire o pão com a ajuda do papel manteiga. Deixe esfriar numa grade.
  10. Se for assar numa assadeira, faça o mesmo procedimento usando uma tampa de papel aluminio.
  11. Fatie o pão quando estiver morno.
  12. Guarde num saco plástico depois de frio.

*É isso mesmo. Mais essa quantidade além da porção que já tem no mix. O mix de farinhas sem glúten pode ser usado para fazer diversos tipos de pães e bolos. Mas nesse tipo de pão é necessário uma maior quantidade de goma xantana, é ela que vai dar elasticidade à massa.

Se você quiser aprender mais sobre pão artesanal sem glúten, tem ótimos livros. Um deles é este aqui:

Bolo de castanha portuguesa

Estamos no outono! E por aqui ainda temos castanhas portuguesas. Os ouriços que protegem as castanhas vão continuar caindo até o final da estação.

Uma ótima maneira de armazená-las para o ano todo, é congelar os frutos crús, conforme vão caindo.

A castanha portuguesa é um alimento saudável, por ser uma boa fonte de nutrientes essenciais, fonte de energia, proteínas que apresentam bom perfil de aminoácidos, fibras, minerais, vitaminas A, B1, B2 e B3. E possui baixo conteúdo de gordura.

Além de toda essa vantagem nutricional, é uma ótima opção para substituir a farinha branca nas preparações, pois não contém glúten.

Uma das receitas que mais gosto de fazer é esse bolo, que tem a cara do outono!

Depois de cozidas na panela de pressão, as castanhas são abertas e retira-se a polpa farinácea. Pode ser usado um processador para este trabalho, ou pode-se amassar a polpa com um garfo.

Ah…A receita pede 250g de polpa de castanha. Você deve cozinhar pelo menos 400g, pois algumas podem estar duras ou estragadas.

Dessa vez eu usei açúcar demerara para adoçar a massa, ele deixa o bolo mais clarinho. Mas já usei açúcar mascavo, e gosto muito. A massa fica mais úmida e escura.

Também gosto de usar chá Mate em vez de água, que ajuda a dar cor à massa.

Como a castanha portuguesa não contém quase nada de gordura, é necessário acrescentar uma. Eu não gosto de usar óleo em bolo, acho que fica untuoso… Prefiro usar uma emulsão, no caso creme de leite vegetal. Aqui usei creme de leite de aveia, que tem um sabor bem neutro . O bolo fica úmido e macio sem deixar a massa gordurosa. Tem receita de creme de leite de leite de aveia aqui no blog, veja aqui: https://alergiazero.blog/2021/04/23/creme-de-leite-de-aveia/

Esse é um bolo que demora um pouco mais pra assar, em torno de 40 à 50 minutos. Quando estiver levemente corado, espete um palito, se sair limpo, está pronto.

Eu usei uma forma de bundt cake. Formas assim deixam o bolo com uma aparência bem bonita. Eu uso uma de silicone, que não é cara e é ótima, não precisa nem untar. Mas se você ainda não tem uma, pode usar a forma comum de buraco no meio, você só precisa untar com óleo de côco.

Depois de frio, desenforme e polvilhe canela em pó ou sirva com mel. Mel combina muito com castanha portuguesa.

É um bolo que tem tudo a ver com outono, com o aconchego da cozinha e com uma xícara de chá.

Aproveite!

Ingredientes:

  • 250g de castanha portuguesa, cozida e triturada
  • 150g de farinha de arroz
  • 45g de amido de milho
  • 200g de açúcar demerara ou 150g de mascavo
  • 15g de fermento químico
  • 2g de bicarbonato de sódio
  • 200g de creme de leite vegetal
  • 250ml de chá Mate morno
  • canela em pó ou mel para servir

Modo de preparo:

  1. Pré aqueça o forno à 240ºC.
  2. Unte uma forma de bundt cake. Se for de silicone não precisa untar.
  3. Misture todos os ingredientes secos.
  4. Acrescente o creme de leite vegetal e o chá Mate morno.
  5. Misture muito bem.
  6. Despeje na forma.
  7. Asse por 40 à 50 minutos ou até corar.
  8. Espere esfriar e desenforme.
  9. Polvilhe com canela em pó.

Creme de leite de aveia

Em muitas das minhas receitas de bolos, eu uso creme de leite vegetal. Não interfere no sabor e deixa a massa úmida e macia.

Bolos sem glúten precisam de algum tipo de gordura, senão a massa fica muito seca. Como não gosto de usar óleo na massa…acho que fica untuoso, dou preferência ao creme de leite vegetal.

Em algumas receitas é possível usar leite de côco, desde que o bolo não tenha sabor delicado, como o de laranja ou limão.

Já, creme de leite vegetal, como o creme de leite de aveia, que tem um sabor bem neutro, não interfere no sabor do bolo.

Existe algumas opções de creme de leite vegetal no mercado, feitos com soja ou arroz, mas nem sempre a gente encontra e o preço é bem salgadinho. Então, quando eu quero usar, faço o meu em casa.

Também dá pra usar em outras preparações, como num estrogonofe, lasanha ou num molho branco.

A aveia não contém quase nada de gordura, sendo assim é preciso acrescentar um óleo vegetal para adquirir a consistência de creme de leite. O óleo mais neutro é o de girassol ou soja. Eu uso o de girassol, já que a soja é causadora de muitas alergias.

Basta deixar a aveia sem glúten e em flocos hidratando durante a noite em água fria ou por duas horas em água quente. Bater no liquidificador ou mixer , junto com o óleo e coar. Pode ficar na geladeira por até 5 dias em um vidro tampado.

Ingredientes:

  • 1 1/2 xícara de chá de aveia em flocos finos
  • 2 xícaras de chá de água filtrada
  • 2 colheres de sopa de óleo de girassol

Modo de preparo:

  1. Deixe a aveia de molho na água durante a noite ou por 2 horas na água quente.
  2. Coloque a aveia hidratada junto com a água e o óleo no liquidificador ou no mixer e bata bem.
  3. Coe num tecido tipo voal ou num pano de prato limpo e aperte bem para obter o creme.
  4. Guarde na geladeira num vidro com tampa.

Fica na consistência de creme de leite de lata quando em temperatura ambiente. E rende mais ou menos 500ml.

E o farelo que sobra, você pode usar pra fazer bolinhos de banana. Tem receita aqui no blog!

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