Pão italiano sem glúten

É estimado que o pão tenha surgido há 12 mil anos, na Mesopotâmia, juntamente com o cultivo do trigo. Os pães eram feitos de farinha de cereais misturada com o fruto do carvalho.

Antes de ser utilizada para fazer o pão, a farinha de diversos cereais era usada na preparação de sopas e mingaus. Depois, se passou a adicionar à farinha outros ingredientes, como mel, azeite doce, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos e carnes moídas, formando-se bolos, que teriam precedido o pão propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas. Consta que a utilização de fornos de barro para o cozimento de pães remonta ao VII milênio a.C., pelos egípcios. Aos egípcios também é atribuída a descoberta do uso de líquido fermentado à massa para torná-la mais leve e macia.

Na Antigüidade, tanto os deuses como os mortos, quer sejam egípcios, gregos ou romanos, eram honrados com oferendas de animais e flores em massa de pão. Era comum, também, entre egípcios e romanos, a distribuição de pães aos soldados, como complemento de soldo, costume que perdurou até a Idade Média.

O Pão foi levado para a Europa pelos gregos. No Império Romano, a princípio, o pão era feito em casa pelas mulheres, para o consumo da família. Após, passou a ser fabricado em padarias públicas, dando origem assim aos primeiros padeiros. Isso teria acontecido, segundo o filósofo romano Plínio, o Antigo, depois da conquista da Macedônia, em 168 a.C.

Com a queda do Império Romano, e da organização por ele imposta ao mundo, as padarias européias desapareceram, retornando o fabrico doméstico do pão. Assim, pela comodidade, o pão voltou a ser fabricado sem fermento e achatado, o pão ázimo. Embora existissem fornos e moinhos, o sistema feudal permitia seus usos somente para o consumo próprio. Só os castelos e os conventos possuíam padarias.

Foi somente com a invenção de novos processos de moagem da farinha que a indústria da panificação teve seu desenvolvimento. Se antes os grãos de cereais, principalmente o de trigo, eram triturados em moinhos de pedra manuais, passou-se para moinhos movidos a animais, após para os movidos a água, e depois pelos moinhos de vento. São de 1784 os primeiros moinhos movidos a vapor. No ano de 1881 ocorre a invenção dos cilindros, que muito contribuiu para o aprimoramento na produção do pão.

Quer saber mais sobre a história do pão? Veja aqui:https://super.abril.com.br/historia/pao-os-primeiros-14-mil-anos-de-historia/

Não dá pra dizer que existe um pão típico da Itália, assim como temos o pão francês ou pão de água, no Brasil. Na Itália existem cerca de 300 tipos de pães de formas e sabores diferentes, dependendo da região.

No Brasil, o pão italiano ficou conhecido por ser arredondado, possuir casca dura e sabor levemente azedo.

Fazer este pão sem glúten foi um desafio! Pesquisei e testei várias receitas que encontrei, mas foi essa última que me deixou satisfeita. Foi a que mais se aproximou do sabor característico do pão italiano. Ou seja, deixou um leve gostinho azedo à massa.

Para dar a forma arredondada, deixei a massa na geladeira por 72 horas. Ela ficou firme e assim pode ser assada sem perder a sua forma arredondada. As massas sem glúten são mais molengas e exigem uma assadeira ou forma para crescerem para cima. Deixando a massa descansar na geladeira, ela manteve o formato.

Com esse pão pude fazer as deliciosas brusquetas, que só devem ser feitas com pão italiano, nunca com pão francês!

Eu assei este pão em um antigo forno à lenha, feito de barro. Ele esquentou muito e o pão assou super rápido. Mas na sua casa você usa o seu forno convencional. Você só precisa de uma panela que possa ir ao forno. Pode ser de pedra, cerâmica, inox com fundo triplo ou ferro, essa última é a melhor, pois guarda bem o calor do forno.

Quando for assar o seu pão, aqueça bem o forno e coloque a panela com a tampa dentro. Deixe 10 minutos e retire se esquentou bem. Use luvas para se proteger, a panela fica bem quente.

Coloque a massa do pão na panela, tampe e volte ao forno à 250ºC por 40 minutos ou até que esteja bem dourado.

Retire do forno e da panela e espere esfriar sobre uma grade.

Pronto! Você tem um pão italino sem glúten!

Ingredientes:

  • 200g de farinha de arroz
  • 100g de polvilho doce*
  • 55g de aveia em flocos * hidratada e escorrida
  • 10g de farinha de linhaça dourada
  • 15g de psyllium hidratado em 125ml de água
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de vinagre de maçã
  • 200ml de água morna

Fermentação:

  • 15g de fermento biológico seco
  • 2 colheres de sopa de açúcar demerara
  • 100ml de água morna.

*Certifique-se de que são livres de glúten.

Modo de preparo:

  1. Comece pela fermentação: Junte os ingredientes em um recipiente de vidro. Cubra com um pano limpo.
  2. Misture as farinhas na tigela da batedeira.
  3. Adicione o psyllium hidratado, a aveia escorrida e o azeite.
  4. Quando o fermento já estiver pronto, deve espumar bem. Junte à mistura de farinhas. Adicione aos poucos a água morna e comece a bater. Adicione o vinagre e mais água se necessário. A massa deve ficar como massa de bolo. Molenga e grudenta.
  5. Coloque um filme plástico cobrindo a tigela e deixe em um local fechado para crescer. Quando tiver dobrado de tamanho pode guardar na geladeira. Pode ficar até 7 dias, sempre olhando para não criar umidade dentro da tigela.
  6. No dia de assar, retire a massa da geladeira e espere 1 hora para ficar na temperatura ambiente.
  7. Aqueça o forno à 250ºC por 10 minutos. Coloque a panela escolhida com a tampa.
  8. Unte um pedaço de papel manteiga com óleo. Vire a tigela e deixe a massa cair no papel com cuidado. Com as mãos umedecidas comece a dar a forma arredondada ao pão. Evite apertar demais.
  9. Retire a panela do forno e segurando o papel manteiga, coloque o pão na panela, junto com o papel. Tampe e volte ao forno por 40 minutos ou até dourar. Cuidado ao tirar a tampa para ver o pão e não se queimar.
  10. Retire do forno e espere esfriar um pouco para tirar o pão da panela.
  11. Espere esfriar para cortar.

Bolachinhas da primavera

Essas são as bolachinhas mais lindas que você vai ver hoje!
É o que acontece quando você gosta de arte, de cozinhar e de plantas!
Em homenagem a primavera que está chegando, a Gabi e eu fizemos estas bolachinhas lindas e deliciosas, com florzinhas comestíveis que crescem no campo.
Depois de observar a grande variedade de florzinhas minúsculas e delicadas, fiz uma pesquisa e identificação das que encontrei por aqui. E para minha surpresa, a maioria é comestível. Com a ajuda do Grande Livro das Plantas Medicinais, de catálogos on-line e de textos sobre o assunto, pude identificar várias plantas, além do Dente de leão e da Serralha que eu já conhecia.
As flores comestíveis também entram na categoria das PANCs: Plantas Alimentícias Não Convencionais.
Não convencionais é relativo, pois o que é estranho em uma determinada região pode ser comum em outra.
O fato é que nos distanciamos tanto da natureza e ficamos tão dependentes da medicina alopática que o remédio pode estar literalmente no nosso quintal.
Muitas vezes essas plantinhas espontâneas, tidas como mato, podem resolver pequenos problemas de saúde sem a necessidade de uso de medicamentos caros e que nos tornam dependentes da indústria farmacêutica.
Sempre gostei de saber mais sobre plantas medicinais. Acho que é a memória de vida passada, onde devo ter sido bruxa. Alguém que ama cozinhar, adora plantas, adora gatos….só pode ser bruxa! Na verdade o mito da bruxa foi criado pela medicina e assim afastar as pessoas das parteiras e curandeiras.
Tenho muitas paixões, não conseguiria me definir pela minha profissão, aliás acho que quando a gente se define a gente se limita. E minhas paixões não tem fim…
Gosto muito de ler e de escrever. Por este motivo escolhi o blog como plataforma de difusão das minhas receitas.
Dedico este em especial ao meu companheiro de vida Massimo Morgantini, que me incentiva a escrever e gosta de ler os meus textos.
Para as bolachinhas, colhi flor de alface selvagem, flor de tiririca, flor de trevo, pincel de estudante ou serralhinha, flor de ervilha selvagem, pimpinela escarlate, flor de azedinha… Também usei folhinhas de hortelã e erva doce para inserir um pouco de verde, e estas, dão um sabor adocicado e refrescante às bolachinhas.
Se você não tiver acesso às florzinhas, faz só a bolachinha com a cobertura. Ficam deliciosas! A cobertura é o chocolate que você gosta, eu usei branco pra destacar o colorido das florzinhas, mas pode ser ao leite ou mais dark. E se tiver alergia à leite, tem muitas marcas veganas que não contém leite de origem animal. Escolha o seu favorito!

As bolachinhas ficam macias e não muito doces, o chocolate cumpre o papel de adoçar a massa. E cada bolachinha tem um sabor diferente, dependendo da florzinha que vai sobre ela. Tem florzinha que é mais doce, outras são azedinhas… Mas todas ficaram muito gostosas! E foi muito legal montar as bolachinhas, cada uma (Gabi e eu) criando sua arte. Ela já quer fazer de novo!

Depois de colhidas, deixei em água com hipoclorito. Enxaguei e deixei secar sobre um pano de prato. Aproveitei para separar as florzinhas por cores, e assim facilitar na hora de colocar sobre as bolachinhas.

Rendeu 12 bolachinhas de 6,5cm

Vamos à receita?!

Ingredientes:

  • 250g de farinha de arroz
  • 140g de açúcar refinado
  • 1 colher de chá de fermento biológico seco
  • 1 colher de chá de fermento químico
  • 1 colher de sopa de psyllium
  • 1 colher de café de goma xantana
  • 3 colheres de sopa de óleo de côco
  • 1 colher de sopa de açúcar (para a fermentação)
  • 200 ml de leite de amêndoas morno (ou outro leite vegetal)

Modo de fazer:

  1. Misture o leite morno com o fermento biológico e 1 colher de açúcar e reserve por uns 5 minutos coberto com um pano.
  2. Misture todos os outros ingredientes e quando o fermento já estiver pronto (deve estar bem espumado) adicione à mistura.
  3. Mexa bem com as mãos. A massa fica grudenta.
  4. Unte as mãos com óleo de côco. Com a ajuda de uma colher, retire uma pequena porção da massa e achate-as na palma da mão moldando a bolachinha.
  5. Coloque as bolachinhas em uma assadeira somente untada.
  6. Leve pra assar à 220ºC por 20/30 minutos, ou até que estejam douradas só por baixo. Elas não devem ficar coradas.
  7. Depois assadas retire do forno e coloque sobre uma grade para esfriar.
  8. Depois de completamente frias, derreta e tempere o seu chocolate. *
  9. Com uma colher ou espátula pequena passe o chocolate nas bolachinhas e decore com as florzinhas, se for usar…
  10. Leve ao freezer por 2 minutos, só para endurecer o chocolate.

Guarde em um recipiente fechado. Mas não vai durar muito… Acabam rapidinho!

*Para saber como temperar o chocolate assista o vídeo da Dani Noce!

O chocolate fica firme e não derrete nas mãos na hora de comer. Vale a pena temperar! Ela ensina um modo diferente de temperar, não precisa despejar na bancada… Prático e sem sujeira!

Pão de sorgo, sarraceno e linhaça

Sem gluten, sem ovos, sem lácteos

Este pão ficou lindo, fofinho, saboroso e com um perfume maravilhoso! Sem gluten, sem ovos, sem leite! Parece mentira né?

Isso foi possível graças a uma mistura de farinhas, pois não é fácil fazer um pão crescer sem o bendito glúten. É ele o responsável por fazer uma rede e prender o fermento, e assim não murchar depois do crescimento.

No pão sem glúten é preciso usar essa mistura de farinhas que contenham fibras e agentes aglutinantes, para formar uma massa grudenta parecida com a massa de glúten.

Além da isenção do glúten, proteína que pode causar problemas digestivos, inchaço, diarreia, constipação, fadiga, dores de cabeça e outros sintomas, essa mistura de farinhas tende a ser mais fácil de digerir e tolerar.

São elas: farinha de sorgo, farinha de trigo sarraceno, farinha de linhaça, farinha de arroz, polvilho de mandioca e ainda psyllium, um tipo de fibra que ajuda na digestão e tem vários benefícios.

Existe no mercado um mix pronto para fazer o pão sem glúten. Já fiz e ficam muito bons. Mas como todo produto industrializado, tem o incoveniente de levar conservantes, aromatizantes e outros “antes” que a indústria de alimentos usa. Então eu prefiro fazer a minha mistura. E ainda fica mais barato!

O sorgo é um grão integral impressionante. Nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B, fibras e proteínas estão presentes em sua composição, além de ser surpreendentemente rico em antioxidantes, como compostos fenólicos e antocianinas que ajudam a reduzir a inflamação e diminuir os danos dos radicais livres. Não seria demais permanecer jovem comendo pão? Rsrs

A farinha feita a partir do sorgo tem uma cor bege ou branca , levemente texturizada e com sabor suave e doce. Ela tem a capacidade de prevenir certos tipos de câncer, ajudar a controlar o diabetes, melhorar a saúde digestiva, construir ossos fortes, promover o desenvolvimento de glóbulos vermelhos e aumentar a produção de energia, além de uma alternativa segura para pessoas com doença celíaca e sensibilidade ao glúten.

A ingestão frequente da farinha de sorgo pode ajudar a eliminar o colesterol ruim e rejuvenescer suas artérias. A alta quantidade de fibra presente no grão ajuda a literalmente raspar e remover o LDL (colesterol ruim) de suas artérias.

O trigo sarraceno na verdade é uma semente, e não um cereal como o trigo comum. Ele também é conhecido como trigo mourisco, possui casca bastante dura e cor rosa escura ou castanha, estando presente principalmente no sul do Brasil. É um parente mais próximo do arroz do que do trigo.

Seus principais benefícios à saúde são: melhorar a circulação sanguínea, reduzir o risco de hemorragias, fortalecer os músculos e o sistema imunológico, prevenir doenças e o envelhecimento precoce, melhorar o trânsito intestinal, prevenir doenças cardiovasculares, reduzir a produção de gases e a má digestão. 

A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e renovador celular. Ela é rica em fibras e gorduras boas. A farinha dessa semente, muitas vezes substitui o ovo nas preparações, pois junto com a água forma um gel, trabalhando como agente aglutinante nas massas.

O psyllium é uma fibra alimentar que é muito usada em dietas, pois causa saciedade e ajuda a emagrecer. Também é ótima aliada no combate ao colesterol, ajuda a baixar a glicemia, controla a pressão arterial, entre outros.

Além de todos os benefícios nutricionais dessas farinhas, elas deixam o pão com um sabor incrível. Fica levemente adocicado, lembra o sabor do malte do pão australiano.

E esse pão você pode comer quentinho logo que sai do forno, não precisa esperar esfriar como os outros pães sem glúten que se cortados quentes ficam abatumados. Ainda bem, porquê é tortura sentir o cheirinho de pão fresco e não poder comer.

Você vai precisar de uma batedeira comum e uma forma de pão.

A massa de pão sem glúten tem que ficar molenga, então precisa de uma forma. Só o pão italiano mantém a sua forma arredondada, mas o processo é diferente. Esse fica para um outro post!

Vamos à receita:

Ingredientes:

  • 15g de psyllium
  • 250ml de água morna
  • 20g de farinha de linhaça, pode ser a marrom ou a dourada
  • 45g de farinha de trigo sarraceno
  • 45g de farinha de sorgo
  • 40g de polvilho doce
  • 60g de farinha de arroz
  • 10g de fermento químico
  • 10g de fermento biológico seco
  • 30g de açúcar
  • 1colher de chá de sal
  • +250ml de água morna
  • 2 colheres de sopa de azeite

Preparo:

  1. Bata o psyllium com a água morna na batedeira até ficar gelatinoso. reserve.
  2. Numa tigela, adicione todos os ingredientes secos.
  3. Adicione à eles a água morna, o azeite e o gel de psyllium.
  4. Misture muito bem. Use a batedeira.
  5. Coloque numa forma somente untada com azeite.
  6. Deixe em um local protegido de vento para crescer. Pode ser dentro do microondas. Coloque um recipiente com água quente para manter o local aquecido.
  7. Asse à 240ºC por 40 minutos e depois por mais 20 minutos em forno baixo.
  8. Retire do forno e quando conseguir segurar a forma, pode desenformar.

Opcional: Pode colocar sementinhas de linhaça na massa e por cima dela antes de levar ao forno.

Fontes:

Sorgo : https://www.mundoboaforma.com.br/13-beneficios-da-farinha-de-sorgo-o-que-e-para-que-serve-como-fazer-e-receitas/

Trigo sarraceno: https://www.tuasaude.com/beneficios-do-trigo-sarraceno/

Linhaça: https://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/12030-linhaca-7-motivos-para-consumir-e-melhorar-sua-saude

Psyllium: https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/20322-psyllium

Nutela caseira

Fazer nutela em casa não tem segredo. São poucos ingredientes: avelãs, chocolate e cacau.

O brasileiro idolatra a Nutella, já é sabido, talvez mais do que o próprio italiano criador dessa delícia!

O que as pessoas não sabem sobre a Nutella industrializada é que a quantidade de avelãs usada na fabricação do creme é menos de 1/3 do pote. Só de açúcar é 1/3, 1/3 é óleo de palma, e o outro 1/3 é dividido em avelãs, cacau, leite, aromatizantes, emulsificantes, etc…

(Ingredientes em um pote de Nutella: Açúcar, óleo vegetal (palma), avelãs (13%), cacau em pó parcialmente desengordurado (7,4%), leite desnatado em pó (6,6%), soro de leite em pó, emulsificante lecitinas, aromatizante. Constituintes do leite: 8,8%. ALÉRGICOS: CONTÉM AVELÃS, LEITE E DERIVADOS, DERIVADOS DE SOJA). Fonte: https://www.ferrero.com.br/nutella

Aí você vai me dizer que a Nutella industrializada é muito mais cremosa e muito mais barata! É óbvio: contém uma quantidade mínima de avelãs e uma quantidade absurda de óleo de palma. Além de ser muito mais barato que a avelã, o oléo de palma confere cremosidade ao produto: legal para a indústria, ruim para a sua saúde!

O óleo de palma, conhecido por azeite de dendê, também tem suas propriedades benéficas. Este óleo é uma excelente fonte de vitamina E e de substâncias antioxidantes como os tocoferóis e os tocotrienóis. Também é rico em betacaroteno, uma importante fonte de vitamina A.

O problema é a gordura saturada presente nesse óleo, e a indústria faz uso abusivo dessa matéria prima. Não vou nem falar do desastre ambiental que o cultivo de palmeiras causa. Se quiser saber mais, pesquise sobre as florestas de Bornéu e Sumatra.

Muitos estudos mostram que as gorduras saturadas podem aumentar o colesterol ruim (LDL) e a quantidade de triglicerídeos, que são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

A avelã é rica em vitaminas ( E, B1, B2, B3, B6) e  minerais como potássio, cálcio, magnésio, fósforo e manganês.

Outra das propriedades da avelã, são os flavonoides em sua composição, que são capazes de melhorar a circulação e favorecer a saúde do seu cérebro.

Este fruto seco contém gorduras saudáveis que podem ajudar a proteger a saúde do coração, uma vez que suas gorduras são poli-insaturadas e monoinsaturadas, mais saudáveis em comparação com as gorduras saturadas.

A avelã é uma boa fonte de ácido oleico, que pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol ruim, e pode elevar os níveis de colesterol bom. 

Fonte: https://melhorcomsaude.com.br/grandes-propriedades-avela/

Sem dúvida nenhuma, fazer nutela em casa é muito mais saudável.

Você vai precisar de um processador e só!

Eu usei chocolate vegano 33% cacau. Então acrescentei 1 colher de sopa de cacau em pó para dar uma corzinha. Se você for usar um chocolate meio amargo, não precisa por o cacau mas é bom acrescentar 1 colher de sopa de óleo de coco, para não ficar com a consistência muito dura.

Como estamos falando de gorduras, escolha um bom chocolate que não tenha gordura de palma na composição, senão você vais estar trocando gato por lebre!

Enquanto processa as avelãs, derreta o chocolate no microondas. Assim que as avelãs ficarem como uma farofa úmida, acrescente o chocolate. Bata mais um pouco e acrescente o cacau. Bata mais até atingir uma conscistência cremosa.

Essa receita rende um pote de 240ml.

Ingredientes:

  • 100g de avelãs
  • 150g de chocolate 33% cacau
  • 1 colher de sopa de cacau em pó

Modo de fazer:

  1. Coloque as avelãs numa frigideira e leve ao fogo baixo para dar uma leve tostada. Isso ajuda a liberar o óleo da castanha. Mexa de vez em quando para não queimar.
  2. Retire do fogo. Umedeça um pano de prato e coloque as avelãs no meio. Esfregue para retirar a casquinha. Não sai tudo, mas a grande parte se solta.
  3. Coloque as avelãs no processador e ligue. De vez em quando pare para raspar as laterais com uma espátula. Este processo leva uns 10 minutos. Primeiro vira uma farofa. Depois vai ficando mais úmida.
  4. Derreta o chocolate no microondas por 1 minuto , mexendo a cada 30 segundos.
  5. Acrescente o chocolate às avelãs e bata mais um pouco. Adicione o cacau em pó e bata até ficar cremoso.
  6. Coloque em um vidro com tampa. ( Devem ser esterelizados em água fervente antes de usar)

Kibe assado

Kibe assado

Eu adoro a cozinha árabe! Kibes, kaftas, babaganoush, homus, e várias outras delícias fazem parte do cardápio dessa cozinha super versátil!

Normalmente eu escrevo sobre receitas doces, porque acho que a grande dificuldade é encontrar sobremesas, bolos e doces sem ovo, sem leite e sem glúten. Mas algumas pessoas pediram mais receitas salgadas. Então de vez em quando vou postar uma receita .

Eu faço kibe assado há bastante tempo. É muito prático e leve! Você só precisa fazer uma salada e tem uma ótima refeição! Acompanhado de homus, aquela pastinha de grão de bico fica melhor ainda!

O kibe tradicional tem glúten, pois leva trigo no preparo. Nesta receita, substituí o trigo por quinoa em grãos. Além de ficar livre de glúten, ficou nutricionalmente muito superior. A quinoa é conhecida por ser um super alimento. É rica em proteínas, fibras e minerais como cálcio, magnésio e ferro. Contém todos os 9 aminoácidos essênciais ao nosso organismo. Tem alto poder de saciedade, é rica em vitaminas e antioxidantes e ainda ajuda a reduzir o colesterol ruim!

E tem mais: o sabor ficou muito melhor do que com o trigo para kibe!

O modo de fazer permace igual, é só cozinhar, escorrer e misturar com a carne e os temperos.

Mais uma à favor desse kibe: é lowcarb! Pois a quinoa é um pseudo cereal, contém proteína de alta qualidade e baixa quantidade de amido.

“Pseudocereais entende-se por grãos
semelhantes aos cereais por apresentarem
uma proporção aproximada em carboidratos,
lipídeos, proteínas e fibras comparado ao
trigo. Destacam-se pelo alto teor e qualidade
da proteína, com ausência de glúten,
possuindo algumas vitaminas e minerais em
maior quantidade” (AMAYA-FARFAN et al.,
2005).

“Pode-se afirmar que o perfil
aminoacídico da quinoa é muito superior aos
outros cereais. A quinoa apresenta outras
vantagens sobre os outros cereais, por possuir
quantidades elevadas de vitaminas como,
riboflavina, niacina, tiamina, B6, e minerais
como magnésio, zinco, cobre, ferro,
manganês e potássio” (BORGES et al., 2003).

http://www.ufrgs.br/sbctars-eventos/gerenciador/painel/trabalhosversaofinal/SAL130.pdf

Para acompanhar prepare homus de grão de bico ( Receita lá em baixo) e uma salada!

Então vamos à receita!

Kibe assado sem glúten

Ingredientes:

  • 170g de quinoa em grãos ( 1 xic. de chá)
  • 800 gramas de carne bovina moída
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 maço de hortelã lavado e picado
  • 1/4 de colher de chá de noz moscada ralada na hora
  • 1 colher de chá de sal

Modo de preparo:

  1. Ferva 1/2 litro de água.
  2. Coloque a quinoa, abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos. Escorra, coloque água fria e esprema toda a água.
  3. Coloque numa tigela a carne moída, a quinoa espremida, a hortelã picada, a cebola picada, a noz moscada ralada e o sal. Misture muito bem e coloque numa assadeira.
  4. Faça cortes na superfície para decorar.
  5. Asse à 200ºC por 40/50 minutos.
  6. Retire do forno e sirva!

Rende 8 porções

Homus de grão de bico

Ingredientes:

  • 240g de grão de bico escorrido (use o liquido para fazer mousse, suspiro, molhos… Veja aqui receita de uma deliciosa sobremesa: a Pavlova! https://alergiazero.blog/2019/11/02/pavlova/
  • 2 clheres de sopa de Tahine (pasta de gergelim)
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de suco de limão
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 50ml de água
  • 1 dente de alho (opcional)

Modo de fazer:

  1. Coloque todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e bata até ficar um creme bem espesso. Coloque num recipente e deixe na geladeira até a hora de servir.

* Se você tiver tempo, experimente tirar aquela casquinha do grão de bico… Dá mais trabalho, mas melhora muito a textura e ainda facilita a digestão. O seu homus vais ficar com uma textura aveludada.

Creme de chocolate tipo Danete

Lembra do Danete? Esse creme de chocolate é igual! Só que muito mais saudável, sem adição de óleos e todas as outras coisas que as sobremesas industrializadas levam.

E é facílimo de fazer! Não me venha com desculpas de que não acha os ingredientes, de que os ingredientes são caros… Blá blá blá! Enquanto você pensa, seu pudim já poderia estar gelando! Corre lá fazer!!!

Para esse pudinzinho ser saudável eu usei leite de aveia. Eu ensino a fazer aqui https://alergiazero.blog/2019/01/26/leite-de-aveia-sem-gluten/. Também pode usar leite de côco pronto pra beber, leite de amêndoas se você não tiver alergia à castanhas… Eu uso mais o leite de aveia porque minha filha se adaptou melhor a ele, mas os outros leites vegetais funcionam muito bem.

Na receita do post de leite de aveia, ela fica de molho na geladeira por 12 horas, mas se você tiver pressa, pode deixar menos tempo, é só colocar água quente na hora de deixar de molho e aguardar 1 hora. Como esta receita vai ao fogo, o leite de aveia não precisa estar gelado.

Com o leite de aveia pronto é só misturar todos os ingredientes e levar ao fogo para engrossar.

Note que vai chocolate 50% cacau. Pode ser em barra ou em gotas. Se for usar o chocolate em barra, corte pedaços não muito grandes, para ficar mais fácil de derreter no leite de aveia. É importante usar chocolate de derreter, pois é ele que vai deixar o pudim cremoso. Se usar só chocolate em pó vai ficar com textura de manjar, não de pudim. Verifique se o chocolate que você compra é livre de leite e glúten.

Se você não encontrar chocolate de derreter totalmente sem leite e glúten nos mercados que você costuma fazer suas compras, procura na internet, tem várias marcas certificadas sem leite e sem glúten que tem loja on line.

Já comentei anteriormente: fique de olho nos ingredientes! Pois as vezes o produto que você tem certeza que não contém glúten, tem! É o caso do amido de milho; tem marcas que contém glúten. Não vou citar marcas, mas aquela que toda mãezona conhece é livre de glúten!

O segredo para o pudim ficar lisinho e cremoso é mexer sem parar. Assim não gruda no fundo da panela e não fica gruminhos.

Quando estiver na consistência cremosa, retire do fogo e comece a esfriar: coloque a panela sobre uma tigela com água e gelo e mexa até esfriar completamente. Assim não vai fazer aquela película em cima do creme.

Leve para gelar e pronto! Eu coloco um filme plástico envolvendo cada copinho para não ressecar .

Essa receita rende 6 porções de 75g.

Ingredientes:

  • 300ml de leite de aveia sem glúten ( Ver post para fazer o leite de aveia)
  • 100g de chocolate 50% cacau sem leite e sem glúten
  • 10g de amido de milho sem glúten
  • 25g de chocolate em pó sem glúten
  • 25g de açúcar

Modo de preparo:

  1. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo.
  2. Mexa até levantar fervura e engrossar.
  3. Desligue o fogo e coloque a panela sobre uma tigela com água e gelo.
  4. mexa até esfriar completamente.
  5. Distribua o creme em copinhos e coloque filme plástico.
  6. Leve para gelar.

Parfait de banana, caramelo e nozes

Parfait significa perfeito! Na versão francesa, esta sobremesa é feita com creme de leite, ovos e açúcar. Depois de bem gelado, o creme é servido em camadas com frutas em calda e chantily.

Os americanos simplificaram, trocando o creme por iogurte, frutas frescas, granola ou castanhas. E é bem comum servir no café da manhã.

Nesta receita não vai leite, nem ovos, nem iogurte. O creme base é um nicecream de banana e leite de côco.

Nicecream é a versão super saudável do sorvete, em que se bate bananas congeladas com alguma coisa. Pode ser outra fruta; como morangos, que fica uma delícia. Também pode usar cacau, manteiga de amendoim, tâmaras, etc…

No parfait não vai nenhum tipo de adoçante no creme. A doçura fica por conta do caramelo de leite de côco, que você faz com antecedência e o que sobrar é só guardar na geladeira! Use para decorar cupcakes, para servir em cima do sorvete de creme ou para decorar copos de milkshake.

E o toque final quem dá é o crocante de nozes!

Creme de banana, caramelo e nozes! Esse trio ficou demais!

Essa é uma receita muito econômica, pois o ingrediente mais caro é as nozes, que você pode comprar já quebradas, que são mais baratas. E é muito fácil de preparar… Já deixe pronto o caramelo e o leite de côco guardado na geladeira e o crocante de nozes em um vidro fechado. Deixe as bananas no congelador (banana nanica bem madura e cortada em rodelas) e quando quiser uma sobremesa rápida, aí está! Fica linda num copo alto, aliás, tradicionalmente é servida assim. Numa taça também impressiona!

Eu usei copinhos baixos para não abusar comendo demais… Rsrs.

O importante é colocar em copos transparentes, para poder visualizar as camadas.

Tirando o açúcar que vai no caramelo, fica uma sobremesa muito leve, perfeita para o Natal ou Ano Novo ou para o ano todo! Porque a vida é doce!

Ingredientes:

  • 200g de bananas nanicas maduras, cortadas em fatias e congeladas
  • 180ml de leite de côco tradicional bem gelado*
  • 20ml de leite de côco + 1 colher de sopa de água para o caramelo
  • 100g de açúcar refinado
  • 60g de nozes picadas
  • 1 banana nanica fresca cortada em rodelas

Modo de fazer:

Comece colocando as nozes, bem quebradas numa assadeira. Reserve.

Coloque o açúcar numa panela e leve ao fogo. Mexa com uma colher de madeira até derreter e começar a ficar com a cor de caramelo. Abaixe bem o fogo e continue a mexer. Quando estiver dourado, retire 2 ou 3 colheres do caramelo e coloque em cima das nozes. Mexa um pouco para pegar caramelo em tudo.

Volte a panela ao fogo baixo e adicione aos poucos o leite de côco morno misturado com a água. Coloque até ficar com uma textura grossa. Desligue o fogo e deixe esfriar completamente. Guarde em um vidro tampado na geladeira.

Quebre o crocante de nozes e guarde em recipiente tampado.

Quando for fazer o parfait

No liquidificador coloque as bananas e o leite de côco tradicional bem gelado e bata. Se for preciso use uma espátula para ajudar. **

Distribua o creme em copos ou taças, fazendo camadas com as fatias de banana fresca, caramelo e nozes. Repita as camadas.

Sirva em seguida!

Rende 3 porções.

* 1 garrafinha de 200ml de leite de côco dá para bater as bananas e para o caramelo

** Retire o leite de côco da garrafinha e deixe na geladeira em um tapaware bem fechado, ou use o leite de côco em caixinha de 200ml, pois quando está gelado fica difícil retirar do vidro.

Pão de alfarroba

Pão de alfarroba sem glúten, sem ovos, sem lácteos

Eu não tenho muita experiência com pães… Ainda estou trilhando neste complexo caminho. Se já é complicado fazer um pão tradicional, imagine só como é fazer um pão sem glúten! O glúten é a proteína responsável por fazer a teia de glúten para que o pão cresça e fique fofinho.

Depois de testar inúmeras receitas de pão sem glúten, finalmente fiquei satisfeita com este pão.

Já vi inúmeras receitas de pão sem glúten, mas a maioria leva ovos, que também ajuda no crescimento do pão. Como não uso ovos nas minhas receitas, fica mais complicado fazer um pão leve e gostoso.

Teve um dia que fiz massa de pizza e tentei improvisar um pão branco com um pouco da massa que sobrou; ficou muito bom! Mas não anotei na hora os ingredientes que usei e acabei esquecendo como fiz… A pizza consegui reproduzir depois, mas o pão não.

Como a minha filhinha sempre pedia aquele pão escurinho do Outback, resolvi tentar a sorte novamente. O primeiro não assou direito, apesar de ficar horas no forno. O segundo murchou, ficou abatumado. O terceiro finalmente deu certo! Saiu um pão muito macio, com aquele gostinho de malte do pão australiano! Mas não usei malte; nem cacau! Usei alfarroba.

A farinha de alfarroba ou alfarroba em pó é o resultado da moagem da polpa das vagens torradas de alfarroba. Esta árvore é muito comum na Europa. A alfarroba é rica em vitaminas A, B1 e B2, niacina, cálcio e magnésio.

A alfarroba é bem familiar dos portugueses, que fazem muito esse pão, só que usam farinha de trigo.

Nesta receita troquei a farinha de trigo pela farinha de arroz. Também usei farinha de trigo sarraceno; que de trigo não tem nada, na verdade é um parente próximo do arroz. E alfarroba em pó!

Além de ser rica nutricionalmente, a alfarroba substitui muito bem o cacau e o chocolate nas preparações, pois tem um sabor levemente adocicado e achocolatado, com a vantagem de não ter gordura. Nos pães confere uma textura suave e aquele gostinho de malte do pão australiano.

E é bem fácil de encontrar a alfarroba. Você compra a granel nos empórios de produtos naturais. E também não é cara; um pacotinho de 100g dá pra fazer 4 pães grandes!

Nesta receita também vai psyllium, que é uma fibra natural, obtida da planta Plantago; ela auxilia no bom funcionamento do intestino e diminui o nível de colesterol no sangue . Na receita esta fibra ajuda no crescimento do pão.

E também vai goma xantana, pra dar liga na massa e o pão não ficar seco demais.

Tudo isso você compra nesses empórios de produtos naturais.

Lembre-se de que se você for celíaco ou se a sua alergia for muito forte, procure por produtos certificados de que são livres de glúten. Pois nos empórios à granel sempre vai ter contaminação cruzada. A Zona Cerealista tem loja on-line e eles certificam que os produtos à granel são 100% livre de glúten. A alfarroba também é vendida embalada por uma marca que só faz produtos de alfarroba : a Carob House.

Quando você entende o método de fazer pão sem glúten, percebe que é muito mais prático, pois não precisa de duas fermentações como no pão tradicional; depois de misturados todos os ingredientes, é só colocar na forma untada, esperar crescer e assar. De 30 à 40 minutos, crescendo em local fechado é o suficiente; eu deixo dentro do micro-ondas com uma xícara de água quente; isso favorece uma temperatura adequada para a fermentação.

No forno também coloco um recipiente com água… Isso é necessário para fazer a casquinha do pão. O vapor da água não deixa o pão queimar por fora, enquanto está assando por dentro. Mas não é banho-maria! Esse recipiente não vai embaixo da forma do pão! Coloque no fundo do forno ou na grade de baixo.

Outra diferença é a consistência da massa… No pão tradicional a massa fica mais densa. No pão sem glúten, a massa deve ficar como a massa de bolo mais encorpada. Para ficar mais fácil de misturar tudo, eu uso a batedeira. Pode ser com as pás de fazer bolo mesmo.

A massa fica molenga. Sai da batedeira direto para a forma untada. Então é só alisar a superfície com as mãos úmidas. Se você quiser, ainda pode polvilhar a superfície com fubá.

Quando faltar 10 minutos para completar o crescimento do pão, pré-aqueça o forno à 240ºC. O forno deve estar bem quente. Quando o pão atingir o crescimento até a borda da forma pode colocar no forno e assar por 50 à 60 minutos. Retire do forno e espere esfriar para tirar da forma. E resista à tentação de cortar o pão ainda quente, senão ele vai murchar!

Em alguns casos, o pão pode crescer bem e depois, já no forno pode descer um pouco. Se ficar bem assado, não vai ter problema , é só virar ao contrário pra cortar.

Neste pão, aconteceu isso. Então virei ao contrário, polvilhei com farinha de arroz e alfarroba. Mas o sabor ficou ótimo!

Depois de frio, coloque num saco plástico e mantenha fechado. Durou 3 dias! Como fica um pão grande, você pode cortar e congelar uma metade.

Eu não precisei congelar, porque adoro pão caseiro! E sem glúten fica mais leve, a digestão é muito mais fácil. Comi demais!

Ingredientes:

  • 120g de farinha de arroz
  • 100g de farinha de trigo sarraceno
  • 90g de polvilho doce
  • 25g de alfarroba em pó
  • 12g de psyllium
  • 6g de sal
  • 40g de açúcar demerara
  • 10g de fermento para pão sem glúten
  • 5g de goma xantana (1/2 colher de café)
  • 200ml de água morna

Modo de fazer:

  1. Unte uma forma de pão e reserve
  2. Na tigela da batedeira, misture todos os ingredientes secos
  3. Adicione a água morna aos poucos e comece a bater
  4. Adicione o restante da água e misture novamente. A massa deve ficar com a consistência de massa de bolo, meio molenga, mas não líquida. Se for necessário adicione mais um pouco de água.
  5. Coloque a massa na forma untada.
  6. Deixe crescer dentro do microondas ou dentro de um local fechado. Coloque perto, uma xícara de água quente.
  7. Espere 40 minutos ou até que a massa alcance a borda da forma.
  8. Pré-aqueça o forno à 240ºC quando faltar 10 minutos para por o pão.
  9. Coloque um recipiente com água no forno.
  10. Asse por 50 à 60 minutos .
  11. Retire do forno e espere esfriar um pouco para tirar da forma. Assim que você conseguir segurar a forma, pode tirar o pão.
  12. Espere esfriar completamente para cortar.

Pavlova

Sem glúten, sem ovo, sem lácteos

A Austrália e Nova Zelândia disputam o crédito da invenção dessa sobremesa de merengue com frutas. Ela parece a saia de tule usada no ballet, por isso foi chamada pelo nome da grande bailarina russa Anna Pavlova. A pavlova costuma ser coberta com kiwi e morangos, mas você pode usar as frutas que quiser.

É crocante por fora e levemente macia por dentro. Além do contraste crocante/macio, também é doce e azedinha por causa das frutas.

Na versão tradicional, o merengue é a base de claras de ovos, mas aqui é usada a aquafaba. Aquafaba é o líquido do cozimento do grão de bico e é muito usada pelos veganos em diversas preparações.

Dá pra fazer musses, bolos, biscoito tipo champagne, molhos e merengues como este da pavlova.

E acredite em mim, não fica com gosto de grão de bico. Quem não viu preparar, come achando que é feito com claras de ovo, sem o cheiro e gosto de ovo é claro!

Para fazer o merengue de aquafaba, primeiro deve-se separar o líquido da caixinha de grão bico ou reduzir o caldo do cozimento se você preferir cozinhar o seu. Este liquido deve ficar meio grossinho como se fosse clara de ovo mesmo. E deve estar bem gelado para bater. Passe por uma peneirinha bem fina para remover qualquer partícula.

A vantagem de cozinhar o seu grão de bico, é que você controla o sal. Os de caixinha tem muito sódio. Mas se você estiver tranquilo com a sua pressão, use o de caixinha que é bem prático. Eu já deixo várias caixinhas na geladeira. Ah! E o grão de bico você usa como quiser: pode ser na salada, pode fazer falaffel, aqueles bolinhos da cozinha árabe. Dá pra fazer hommus, também da cozinha árabe.

Depois disso você nunca mais vai jogar fora o líquido da caixinha! Pode até congelar!

Então, na batedeira, coloque a aquafaba e bata em velociadade média de 6 a 8 minutos ou até ficar firme. Misture o amido ao açúcar e acrescente aos poucos e continue batendo. Por último adicione o vinagre de maçã e a baunilha. Não se preocupe, que também não fica gosto de vinagre. Aqui ele tem a função de manter firme o merengue.

Numa folha de papel manteiga, desenhe um círculo do tamanho de um prato raso ou mais ou menos 25cm de diâmetro. Este desenho serve pra te guiar e fazer uma saia redonda com o merengue.

Coloque o papel numa assadeira e despeje o merengue arrumando com uma colher. Não deve ficar muito alto, mais ou menos 2 cm de altura.

Leve ao forno pré-aquecido na menor temperatura que o seu forno permitir. O meu vai até 110º C. Deixe por 2 horas. Se a temperatura do seu forno for até 90ºC, deixe 2 1/2 horas. Confira se assou dando leves batidas com a ponta dos dedos, deve parecer meio oco. Desligue e deixe esfriando dentro do forno.

Retire do forno depois de frio e espere pelo menos 4 horas para finalizar com o merengue e servir.

O merengue é feito com leite de coco tradicional, aquele de garrafinha mesmo. Deve estar bem gelado também. Na batedeira coloque 200ml de leite de coco e bata na velocidade alta. Você pode por uma tigela com água e gelo embaixo da tigela da batedeira, isso ajuda a formar o chantily. Adicione o açúcar e a baunilha e bata mais um pouco. Eu faço muito este chantily de coco, então uso a garrafinha própria pra isso. O bom da garrafa é que você pode deixar pra outro dia o que não usar na hora .

No momento de servir, coloque o merengue assado num prato e por cima distribua o chantily. Coloque as frutas da sua preferência sobre o chantily. Na versão tradicional, usa-se morangos e kiwi, mas também fica linda com amoras, manga, polpa de maracujá doce ou até pêssego em calda. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva imediatamente.

Também dá pra fazer porções individuais. Só diminua o tempo de forno.

A minha filha me pedia essa sobremesa há muito tempo, e eu ainda não tinha feito porque achava que ia dar muito trabalho, e não levava fé que o merengue de aquafaba poderia dar certo… Mas me enganei, não é nada complicado, só demora um pouco no forno.

Faça num fim de semana, e enquanto o merengue assa você lê um livro ou assiste um filme…

No fim, o mais difícil foi achar morangos bonitos fora de época. Mas valeu muito a pena a espera. Ficou uma sobremesa linda e deliciosa. Acabamos com ela na hora! É… Não dá pra guardar, tem que comer na hora. Então faça um dia quando for reunir a família ou os amigos.

Uma ótima idéia é fazer para o Natal! Eu vou fazer com certeza!

Ingredientes para o merengue:

  • 120ml do liquido da caixinha do grão de bico.
  • 175g de açúcar refinado
  • 1 colher de sopa de amido de milho
  • 1/2 colher de sopa de vinagre de maçã
  • 1 colher de sopa de extrato ou essência de baunilha

Ingredientes para o chantily de coco

  • 200 ml de leite de coco tradicional bem gelado
  • 40g de açúcar de confeiteiro
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • Frutas (morangos, amoras, kiwi, manga ou pêssegos…)
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de fazer o merengue:

  1. Pré-aqueça o forno à 110ºC.
  2. Recorte um círculo de papel manteiga e deixe sobre uma assadeira.
  3. Coloque na batedeira o líquido do grão de bico e bata até firmar. Mais ou menos de 6 a 8 minutos.
  4. Misture o açúcar e o amido , adicione ao merengue aos poucos e continue batendo.
  5. Adicione o vinagre e a baunilha e bata até ficar brilhante e bem firme.
  6. Experimente e caso você queira mais doce, acrescente mais açúcar.
  7. Despeje o merengue no papel manteiga e espalhe com uma colher, seguindo a linha do círculo.
  8. Asse por aproximadamente 2 horas ou até ficar levemente corado. Dê batidinhas com a ponta dos dedos para sentir se está assado.
  9. Deixe esfriando dentro do forno.
  10. Depois de frio, retire do forno e espere pelo menos 4 horas para servir.

Prepare o chantily:

  1. Coloque na batedeira o leite de coco gelado.
  2. Comece a bater e adicione o açúcar aos poucos.
  3. Adicione a baunilha.
  4. Deve ficar cremoso mas não muito firme.

Finalize com as frutas e polvilhe açúcar de confeiteiro.

Sirva imediatamente!

Biscoito salgado de sementes

Sabe quando bate aquela vontade de comer alguma coisa, mas você não quer abusar e sair da dieta? Esses biscoitinhos te salvam!

São ótimos pra quem está fazendo dieta lowcarb, porque só tem sementes, sal e temperos! Nada de carboidratos!

São muito fáceis de fazer. E duram muito tempo sem perder a crocância!

Ficam deliciosos com uma colher de cottage! Também fazem bonito pra acompanhar a guacamole ou qualquer outra pastinha que você quiser.

Eu escolhi 5 tipos de sementes: gergelim branco, linhaça dourada, chia, semente de girassol e semente de abóbora. Essa mistura fica rica em cálcio, ômega 3 e vitaminas. Além de ser super proteica!

Escolha suas sementes, mas é importante colocar a chia e a linhaça, pois são elas que vão dar a liga ao biscoito.

Temperei com sal e chimichurri. Alecrim seco e orégano também fica bom!

Até na lancheira da escola vai bem. Um ou dois já são suficientes, pois a chia incha no estômago e dá a saciedade. Acrescento um biscoito doce e uma fruta e o lanche dá conta do recado!

Você vai precisar de um silpat (aquele tapetinho de silicone para assar cookies) ou uma assadeira antiaderente grande, pois rende bastante. Se você não tiver uma grande use duas menores ou faça metade da receita.

Não use papel manteiga, porque gruda. Só unte a assadeira ou o silpat.

Depois de frios, guarde num pote bem fechado!

Ingredientes:

  • 250 ml de água
  • 1/2 xícara de chá de linhaça dourada
  • 1/2 xícara de chá de sementes de chia
  • 1/2 xícara de chá de gergelim branco
  • 1/2 xícara de chá de sementes de girassol
  • 1/2 xícara de chá de sementes de abóbora
  • 1/2 colher de café de sal
  • 1 colher de chá de temperos secos ( chimichurri, alecrim, sálvia, orégano, páprica…) Escolha os que te agradam mais.

Modo de fazer:

  1. Coloque as sementes e a água numa tigela de vidro ou cerâmica. Não use inox, ou vai ficar com cheiro de peixe, pois a chia reage com o metal. Deixe de molho por 30 minutos.
  2. Aqueça o forno à 200ºC.
  3. Adicione o sal e os temperos e misture.
  4. Despeje a mistura de sementes em cima da assadeira ou do silpat. Com as costas de uma colher espalhe tentando deixar uma camada bem fina, mas unida.
  5. Leve para assar por 30 ou 40 minutos ou até ficar levemente dourado.
  6. Retire do forno e com o cortador de pizza ou uma faca, corte em losangos ou quadradinhos. Vire todos os bicoitos e volte para o forno.
  7. Deixe dourar novamente.
  8. Retire do forno e espere esfriar para guardar.

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