Creme de chocolate tipo Danete

Lembra do Danete? Esse creme de chocolate é igual! Só que muito mais saudável, sem adição de óleos e todas as outras coisas que as sobremesas industrializadas levam.

E é facílimo de fazer! Não me venha com desculpas de que não acha os ingredientes, de que os ingredientes são caros… Blá blá blá! Enquanto você pensa, seu pudim já poderia estar gelando! Corre lá fazer!!!

Para esse pudinzinho ser saudável eu usei leite de aveia. Eu ensino a fazer aqui https://alergiazero.blog/2019/01/26/leite-de-aveia-sem-gluten/. Também pode usar leite de côco pronto pra beber, leite de amêndoas se você não tiver alergia à castanhas… Eu uso mais o leite de aveia porque minha filha se adaptou melhor a ele, mas os outros leites vegetais funcionam muito bem.

Na receita do post de leite de aveia, ela fica de molho na geladeira por 12 horas, mas se você tiver pressa, pode deixar menos tempo, é só colocar água quente na hora de deixar de molho e aguardar 1 hora. Como esta receita vai ao fogo, o leite de aveia não precisa estar gelado.

Com o leite de aveia pronto é só misturar todos os ingredientes e levar ao fogo para engrossar.

Note que vai chocolate 50% cacau. Pode ser em barra ou em gotas. Se for usar o chocolate em barra, corte pedaços não muito grandes, para ficar mais fácil de derreter no leite de aveia. É importante usar chocolate de derreter, pois é ele que vai deixar o pudim cremoso. Se usar só chocolate em pó vai ficar com textura de manjar, não de pudim. Verifique se o chocolate que você compra é livre de leite e glúten.

Se você não encontrar chocolate de derreter totalmente sem leite e glúten nos mercados que você costuma fazer suas compras, procura na internet, tem várias marcas certificadas sem leite e sem glúten que tem loja on line.

Já comentei anteriormente: fique de olho nos ingredientes! Pois as vezes o produto que você tem certeza que não contém glúten, tem! É o caso do amido de milho; tem marcas que contém glúten. Não vou citar marcas, mas aquela que toda mãezona conhece é livre de glúten!

O segredo para o pudim ficar lisinho e cremoso é mexer sem parar. Assim não gruda no fundo da panela e não fica gruminhos.

Quando estiver na consistência cremosa, retire do fogo e comece a esfriar: coloque a panela sobre uma tigela com água e gelo e mexa até esfriar completamente. Assim não vai fazer aquela película em cima do creme.

Leve para gelar e pronto! Eu coloco um filme plástico envolvendo cada copinho para não ressecar .

Essa receita rende 6 porções de 75g.

Ingredientes:

  • 300ml de leite de aveia sem glúten ( Ver post para fazer o leite de aveia)
  • 100g de chocolate 50% cacau sem leite e sem glúten
  • 10g de amido de milho sem glúten
  • 25g de chocolate em pó sem glúten
  • 25g de açúcar

Modo de preparo:

  1. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo.
  2. Mexa até levantar fervura e engrossar.
  3. Desligue o fogo e coloque a panela sobre uma tigela com água e gelo.
  4. mexa até esfriar completamente.
  5. Distribua o creme em copinhos e coloque filme plástico.
  6. Leve para gelar.

Parfait de banana, caramelo e nozes

Parfait significa perfeito! Na versão francesa, esta sobremesa é feita com creme de leite, ovos e açúcar. Depois de bem gelado, o creme é servido em camadas com frutas em calda e chantily.

Os americanos simplificaram, trocando o creme por iogurte, frutas frescas, granola ou castanhas. E é bem comum servir no café da manhã.

Nesta receita não vai leite, nem ovos, nem iogurte. O creme base é um nicecream de banana e leite de côco.

Nicecream é a versão super saudável do sorvete, em que se bate bananas congeladas com alguma coisa. Pode ser outra fruta; como morangos, que fica uma delícia. Também pode usar cacau, manteiga de amendoim, tâmaras, etc…

No parfait não vai nenhum tipo de adoçante no creme. A doçura fica por conta do caramelo de leite de côco, que você faz com antecedência e o que sobrar é só guardar na geladeira! Use para decorar cupcakes, para servir em cima do sorvete de creme ou para decorar copos de milkshake.

E o toque final quem dá é o crocante de nozes!

Creme de banana, caramelo e nozes! Esse trio ficou demais!

Essa é uma receita muito econômica, pois o ingrediente mais caro é as nozes, que você pode comprar já quebradas, que são mais baratas. E é muito fácil de preparar… Já deixe pronto o caramelo e o leite de côco guardado na geladeira e o crocante de nozes em um vidro fechado. Deixe as bananas no congelador (banana nanica bem madura e cortada em rodelas) e quando quiser uma sobremesa rápida, aí está! Fica linda num copo alto, aliás, tradicionalmente é servida assim. Numa taça também impressiona!

Eu usei copinhos baixos para não abusar comendo demais… Rsrs.

O importante é colocar em copos transparentes, para poder visualizar as camadas.

Tirando o açúcar que vai no caramelo, fica uma sobremesa muito leve, perfeita para o Natal ou Ano Novo ou para o ano todo! Porque a vida é doce!

Ingredientes:

  • 200g de bananas nanicas maduras, cortadas em fatias e congeladas
  • 180ml de leite de côco tradicional bem gelado*
  • 20ml de leite de côco + 1 colher de sopa de água para o caramelo
  • 100g de açúcar refinado
  • 60g de nozes picadas
  • 1 banana nanica fresca cortada em rodelas

Modo de fazer:

Comece colocando as nozes, bem quebradas numa assadeira. Reserve.

Coloque o açúcar numa panela e leve ao fogo. Mexa com uma colher de madeira até derreter e começar a ficar com a cor de caramelo. Abaixe bem o fogo e continue a mexer. Quando estiver dourado, retire 2 ou 3 colheres do caramelo e coloque em cima das nozes. Mexa um pouco para pegar caramelo em tudo.

Volte a panela ao fogo baixo e adicione aos poucos o leite de côco morno misturado com a água. Coloque até ficar com uma textura grossa. Desligue o fogo e deixe esfriar completamente. Guarde em um vidro tampado na geladeira.

Quebre o crocante de nozes e guarde em recipiente tampado.

Quando for fazer o parfait

No liquidificador coloque as bananas e o leite de côco tradicional bem gelado e bata. Se for preciso use uma espátula para ajudar. **

Distribua o creme em copos ou taças, fazendo camadas com as fatias de banana fresca, caramelo e nozes. Repita as camadas.

Sirva em seguida!

Rende 3 porções.

* 1 garrafinha de 200ml de leite de côco dá para bater as bananas e para o caramelo

** Retire o leite de côco da garrafinha e deixe na geladeira em um tapaware bem fechado, ou use o leite de côco em caixinha de 200ml, pois quando está gelado fica difícil retirar do vidro.

Pão de alfarroba

Pão de alfarroba sem glúten, sem ovos, sem lácteos

Eu não tenho muita experiência com pães… Ainda estou trilhando neste complexo caminho. Se já é complicado fazer um pão tradicional, imagine só como é fazer um pão sem glúten! O glúten é a proteína responsável por fazer a teia de glúten para que o pão cresça e fique fofinho.

Depois de testar inúmeras receitas de pão sem glúten, finalmente fiquei satisfeita com este pão.

Já vi inúmeras receitas de pão sem glúten, mas a maioria leva ovos, que também ajuda no crescimento do pão. Como não uso ovos nas minhas receitas, fica mais complicado fazer um pão leve e gostoso.

Teve um dia que fiz massa de pizza e tentei improvisar um pão branco com um pouco da massa que sobrou; ficou muito bom! Mas não anotei na hora os ingredientes que usei e acabei esquecendo como fiz… A pizza consegui reproduzir depois, mas o pão não.

Como a minha filhinha sempre pedia aquele pão escurinho do Outback, resolvi tentar a sorte novamente. O primeiro não assou direito, apesar de ficar horas no forno. O segundo murchou, ficou abatumado. O terceiro finalmente deu certo! Saiu um pão muito macio, com aquele gostinho de malte do pão australiano! Mas não usei malte; nem cacau! Usei alfarroba.

A farinha de alfarroba ou alfarroba em pó é o resultado da moagem da polpa das vagens torradas de alfarroba. Esta árvore é muito comum na Europa. A alfarroba é rica em vitaminas A, B1 e B2, niacina, cálcio e magnésio.

A alfarroba é bem familiar dos portugueses, que fazem muito esse pão, só que usam farinha de trigo.

Nesta receita troquei a farinha de trigo pela farinha de arroz. Também usei farinha de trigo sarraceno; que de trigo não tem nada, na verdade é um parente próximo do arroz. E alfarroba em pó!

Além de ser rica nutricionalmente, a alfarroba substitui muito bem o cacau e o chocolate nas preparações, pois tem um sabor levemente adocicado e achocolatado, com a vantagem de não ter gordura. Nos pães confere uma textura suave e aquele gostinho de malte do pão australiano.

E é bem fácil de encontrar a alfarroba. Você compra a granel nos empórios de produtos naturais. E também não é cara; um pacotinho de 100g dá pra fazer 4 pães grandes!

Nesta receita também vai psyllium, que é uma fibra natural, obtida da planta Plantago; ela auxilia no bom funcionamento do intestino e diminui o nível de colesterol no sangue . Na receita esta fibra ajuda no crescimento do pão.

E também vai goma xantana, pra dar liga na massa e o pão não ficar seco demais.

Tudo isso você compra nesses empórios de produtos naturais.

Lembre-se de que se você for celíaco ou se a sua alergia for muito forte, procure por produtos certificados de que são livres de glúten. Pois nos empórios à granel sempre vai ter contaminação cruzada. A Zona Cerealista tem loja on-line e eles certificam que os produtos à granel são 100% livre de glúten. A alfarroba também é vendida embalada por uma marca que só faz produtos de alfarroba : a Carob House.

Quando você entende o método de fazer pão sem glúten, percebe que é muito mais prático, pois não precisa de duas fermentações como no pão tradicional; depois de misturados todos os ingredientes, é só colocar na forma untada, esperar crescer e assar. De 30 à 40 minutos, crescendo em local fechado é o suficiente; eu deixo dentro do micro-ondas com uma xícara de água quente; isso favorece uma temperatura adequada para a fermentação.

No forno também coloco um recipiente com água… Isso é necessário para fazer a casquinha do pão. O vapor da água não deixa o pão queimar por fora, enquanto está assando por dentro. Mas não é banho-maria! Esse recipiente não vai embaixo da forma do pão! Coloque no fundo do forno ou na grade de baixo.

Outra diferença é a consistência da massa… No pão tradicional a massa fica mais densa. No pão sem glúten, a massa deve ficar como a massa de bolo mais encorpada. Para ficar mais fácil de misturar tudo, eu uso a batedeira. Pode ser com as pás de fazer bolo mesmo.

A massa fica molenga. Sai da batedeira direto para a forma untada. Então é só alisar a superfície com as mãos úmidas. Se você quiser, ainda pode polvilhar a superfície com fubá.

Quando faltar 10 minutos para completar o crescimento do pão, pré-aqueça o forno à 240ºC. O forno deve estar bem quente. Quando o pão atingir o crescimento até a borda da forma pode colocar no forno e assar por 50 à 60 minutos. Retire do forno e espere esfriar para tirar da forma. E resista à tentação de cortar o pão ainda quente, senão ele vai murchar!

Em alguns casos, o pão pode crescer bem e depois, já no forno pode descer um pouco. Se ficar bem assado, não vai ter problema , é só virar ao contrário pra cortar.

Neste pão, aconteceu isso. Então virei ao contrário, polvilhei com farinha de arroz e alfarroba. Mas o sabor ficou ótimo!

Depois de frio, coloque num saco plástico e mantenha fechado. Durou 3 dias! Como fica um pão grande, você pode cortar e congelar uma metade.

Eu não precisei congelar, porque adoro pão caseiro! E sem glúten fica mais leve, a digestão é muito mais fácil. Comi demais!

Ingredientes:

  • 120g de farinha de arroz
  • 100g de farinha de trigo sarraceno
  • 90g de polvilho doce
  • 25g de alfarroba em pó
  • 12g de psyllium
  • 6g de sal
  • 40g de açúcar demerara
  • 10g de fermento para pão sem glúten
  • 5g de goma xantana (1/2 colher de café)
  • 200ml de água morna

Modo de fazer:

  1. Unte uma forma de pão e reserve
  2. Na tigela da batedeira, misture todos os ingredientes secos
  3. Adicione a água morna aos poucos e comece a bater
  4. Adicione o restante da água e misture novamente. A massa deve ficar com a consistência de massa de bolo, meio molenga, mas não líquida. Se for necessário adicione mais um pouco de água.
  5. Coloque a massa na forma untada.
  6. Deixe crescer dentro do microondas ou dentro de um local fechado. Coloque perto, uma xícara de água quente.
  7. Espere 40 minutos ou até que a massa alcance a borda da forma.
  8. Pré-aqueça o forno à 240ºC quando faltar 10 minutos para por o pão.
  9. Coloque um recipiente com água no forno.
  10. Asse por 50 à 60 minutos .
  11. Retire do forno e espere esfriar um pouco para tirar da forma. Assim que você conseguir segurar a forma, pode tirar o pão.
  12. Espere esfriar completamente para cortar.

Pavlova

Sem glúten, sem ovo, sem lácteos

A Austrália e Nova Zelândia disputam o crédito da invenção dessa sobremesa de merengue com frutas. Ela parece a saia de tule usada no ballet, por isso foi chamada pelo nome da grande bailarina russa Anna Pavlova. A pavlova costuma ser coberta com kiwi e morangos, mas você pode usar as frutas que quiser.

É crocante por fora e levemente macia por dentro. Além do contraste crocante/macio, também é doce e azedinha por causa das frutas.

Na versão tradicional, o merengue é a base de claras de ovos, mas aqui é usada a aquafaba. Aquafaba é o líquido do cozimento do grão de bico e é muito usada pelos veganos em diversas preparações.

Dá pra fazer musses, bolos, biscoito tipo champagne, molhos e merengues como este da pavlova.

E acredite em mim, não fica com gosto de grão de bico. Quem não viu preparar, come achando que é feito com claras de ovo, sem o cheiro e gosto de ovo é claro!

Para fazer o merengue de aquafaba, primeiro deve-se separar o líquido da caixinha de grão bico ou reduzir o caldo do cozimento se você preferir cozinhar o seu. Este liquido deve ficar meio grossinho como se fosse clara de ovo mesmo. E deve estar bem gelado para bater. Passe por uma peneirinha bem fina para remover qualquer partícula.

A vantagem de cozinhar o seu grão de bico, é que você controla o sal. Os de caixinha tem muito sódio. Mas se você estiver tranquilo com a sua pressão, use o de caixinha que é bem prático. Eu já deixo várias caixinhas na geladeira. Ah! E o grão de bico você usa como quiser: pode ser na salada, pode fazer falaffel, aqueles bolinhos da cozinha árabe. Dá pra fazer hommus, também da cozinha árabe.

Depois disso você nunca mais vai jogar fora o líquido da caixinha! Pode até congelar!

Então, na batedeira, coloque a aquafaba e bata em velociadade média de 6 a 8 minutos ou até ficar firme. Misture o amido ao açúcar e acrescente aos poucos e continue batendo. Por último adicione o vinagre de maçã e a baunilha. Não se preocupe, que também não fica gosto de vinagre. Aqui ele tem a função de manter firme o merengue.

Numa folha de papel manteiga, desenhe um círculo do tamanho de um prato raso ou mais ou menos 25cm de diâmetro. Este desenho serve pra te guiar e fazer uma saia redonda com o merengue.

Coloque o papel numa assadeira e despeje o merengue arrumando com uma colher. Não deve ficar muito alto, mais ou menos 2 cm de altura.

Leve ao forno pré-aquecido na menor temperatura que o seu forno permitir. O meu vai até 110º C. Deixe por 2 horas. Se a temperatura do seu forno for até 90ºC, deixe 2 1/2 horas. Confira se assou dando leves batidas com a ponta dos dedos, deve parecer meio oco. Desligue e deixe esfriando dentro do forno.

Retire do forno depois de frio e espere pelo menos 4 horas para finalizar com o merengue e servir.

O merengue é feito com leite de coco tradicional, aquele de garrafinha mesmo. Deve estar bem gelado também. Na batedeira coloque 200ml de leite de coco e bata na velocidade alta. Você pode por uma tigela com água e gelo embaixo da tigela da batedeira, isso ajuda a formar o chantily. Adicione o açúcar e a baunilha e bata mais um pouco. Eu faço muito este chantily de coco, então uso a garrafinha própria pra isso. O bom da garrafa é que você pode deixar pra outro dia o que não usar na hora .

No momento de servir, coloque o merengue assado num prato e por cima distribua o chantily. Coloque as frutas da sua preferência sobre o chantily. Na versão tradicional, usa-se morangos e kiwi, mas também fica linda com amoras, manga, polpa de maracujá doce ou até pêssego em calda. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva imediatamente.

Também dá pra fazer porções individuais. Só diminua o tempo de forno.

A minha filha me pedia essa sobremesa há muito tempo, e eu ainda não tinha feito porque achava que ia dar muito trabalho, e não levava fé que o merengue de aquafaba poderia dar certo… Mas me enganei, não é nada complicado, só demora um pouco no forno.

Faça num fim de semana, e enquanto o merengue assa você lê um livro ou assiste um filme…

No fim, o mais difícil foi achar morangos bonitos fora de época. Mas valeu muito a pena a espera. Ficou uma sobremesa linda e deliciosa. Acabamos com ela na hora! É… Não dá pra guardar, tem que comer na hora. Então faça um dia quando for reunir a família ou os amigos.

Uma ótima idéia é fazer para o Natal! Eu vou fazer com certeza!

Ingredientes para o merengue:

  • 120ml do liquido da caixinha do grão de bico.
  • 175g de açúcar refinado
  • 1 colher de sopa de amido de milho
  • 1/2 colher de sopa de vinagre de maçã
  • 1 colher de sopa de extrato ou essência de baunilha

Ingredientes para o chantily de coco

  • 200 ml de leite de coco tradicional bem gelado
  • 40g de açúcar de confeiteiro
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • Frutas (morangos, amoras, kiwi, manga ou pêssegos…)
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de fazer o merengue:

  1. Pré-aqueça o forno à 110ºC.
  2. Recorte um círculo de papel manteiga e deixe sobre uma assadeira.
  3. Coloque na batedeira o líquido do grão de bico e bata até firmar. Mais ou menos de 6 a 8 minutos.
  4. Misture o açúcar e o amido , adicione ao merengue aos poucos e continue batendo.
  5. Adicione o vinagre e a baunilha e bata até ficar brilhante e bem firme.
  6. Experimente e caso você queira mais doce, acrescente mais açúcar.
  7. Despeje o merengue no papel manteiga e espalhe com uma colher, seguindo a linha do círculo.
  8. Asse por aproximadamente 2 horas ou até ficar levemente corado. Dê batidinhas com a ponta dos dedos para sentir se está assado.
  9. Deixe esfriando dentro do forno.
  10. Depois de frio, retire do forno e espere pelo menos 4 horas para servir.

Prepare o chantily:

  1. Coloque na batedeira o leite de coco gelado.
  2. Comece a bater e adicione o açúcar aos poucos.
  3. Adicione a baunilha.
  4. Deve ficar cremoso mas não muito firme.

Finalize com as frutas e polvilhe açúcar de confeiteiro.

Sirva imediatamente!

Biscoito salgado de sementes

Sabe quando bate aquela vontade de comer alguma coisa, mas você não quer abusar e sair da dieta? Esses biscoitinhos te salvam!

São ótimos pra quem está fazendo dieta lowcarb, porque só tem sementes, sal e temperos! Nada de carboidratos!

São muito fáceis de fazer. E duram muito tempo sem perder a crocância!

Ficam deliciosos com uma colher de cottage! Também fazem bonito pra acompanhar a guacamole ou qualquer outra pastinha que você quiser.

Eu escolhi 5 tipos de sementes: gergelim branco, linhaça dourada, chia, semente de girassol e semente de abóbora. Essa mistura fica rica em cálcio, ômega 3 e vitaminas. Além de ser super proteica!

Escolha suas sementes, mas é importante colocar a chia e a linhaça, pois são elas que vão dar a liga ao biscoito.

Temperei com sal e chimichurri. Alecrim seco e orégano também fica bom!

Até na lancheira da escola vai bem. Um ou dois já são suficientes, pois a chia incha no estômago e dá a saciedade. Acrescento um biscoito doce e uma fruta e o lanche dá conta do recado!

Você vai precisar de um silpat (aquele tapetinho de silicone para assar cookies) ou uma assadeira antiaderente grande, pois rende bastante. Se você não tiver uma grande use duas menores ou faça metade da receita.

Não use papel manteiga, porque gruda. Só unte a assadeira ou o silpat.

Depois de frios, guarde num pote bem fechado!

Ingredientes:

  • 250 ml de água
  • 1/2 xícara de chá de linhaça dourada
  • 1/2 xícara de chá de sementes de chia
  • 1/2 xícara de chá de gergelim branco
  • 1/2 xícara de chá de sementes de girassol
  • 1/2 xícara de chá de sementes de abóbora
  • 1/2 colher de café de sal
  • 1 colher de chá de temperos secos ( chimichurri, alecrim, sálvia, orégano, páprica…) Escolha os que te agradam mais.

Modo de fazer:

  1. Coloque as sementes e a água numa tigela de vidro ou cerâmica. Não use inox, ou vai ficar com cheiro de peixe, pois a chia reage com o metal. Deixe de molho por 30 minutos.
  2. Aqueça o forno à 200ºC.
  3. Adicione o sal e os temperos e misture.
  4. Despeje a mistura de sementes em cima da assadeira ou do silpat. Com as costas de uma colher espalhe tentando deixar uma camada bem fina, mas unida.
  5. Leve para assar por 30 ou 40 minutos ou até ficar levemente dourado.
  6. Retire do forno e com o cortador de pizza ou uma faca, corte em losangos ou quadradinhos. Vire todos os bicoitos e volte para o forno.
  7. Deixe dourar novamente.
  8. Retire do forno e espere esfriar para guardar.

Tarte Tatin

A tarte Tatin é uma torta de maçã típica francesa, inventada pela irmãs Stéphanie e Caroline Tatin. Consiste em uma torta de maçã caramelada, assada com a massa por cima da fruta. Depois de assada vira-se a torta no prato e as maçãs ficam por cima, com uma linda cor caramelada.

É uma das sobremesas mais fáceis de fazer. É simples e deliciosa!

Na versão tradicional é feita uma massa podre, com farinha de trigo, ovos e manteiga. Aqui a massa é sem glúten, sem ovos e sem manteiga.

Ela fica um pouco mais quebradiça, mas o sabor é bem melhor que a tradicional, além de ser uma massa lowcarb… Se você segue essa dieta, pode colocar uma cobertura sem açúcar. Neste caso, da torta Tatin, é preciso o açúcar para formar o caramelo.

Depois de assada é só polvilhar com canela em pó. Você pode servir com um sorvete de creme vegano ou com um chantily de coco (tem a receita no post de Milkshake).

Mas a torta sozinha já é a raínha da mesa!

Eu gosto dela quente com o sorvete. Mas fria também fica boa!

Para assar a massa eu uso uma frigideira sem cabo que já estava bem velha. Você pode usar uma assadeira redonda, desde que fique num tamanho bom para virar no seu prato de servir. A receita começa com as maçãs caramelizando na chama do fogão e termina no forno.

Para abrir a massa, eu uso duas folhas plásticas, onde coloco a massa no meio e com o rolo de abrir massa, deixo no tamanho da forma. Então com cuidado, coloco a massa por cima das maçãs com a ajuda do rolo. Se sobrar massa para fora da forma é só dobrar um pouco pra dentro, ou cortar com a faca.

Pode deixar um pouco pra dentro para o caso da massa encolher na hora de assar.

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de chá de coco branco ralado
  • 1 1/4 de xícara de chá de farinha de amêndoas
  • 1/4 de xícara de chá de farinha de coco branca
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • água gelada se necessário
  • 6 maçãs Fugi descascadas e cortadas em fatias grossas
  • 1/2 xícara de chá de açúcar refinado
  • 1 colher de sopa de margarina sem leite
  • canela em pó para polvilhar

Modo de preparo

  1. Misture as farinhas, o coco ralado e o óleo de coco até dar liga e formar uma bola de massa. Se precisar coloque 1 ou 2 colheres de água gelada para unir os ingredientes. Reserve.
  2. Na forma ou frigideira coloque a margarina, distribuida em partes, e adicione o o açúcar . Distribua as fatias de maçã por cima do açúcar.
  3. Leve ao fogo para caramelizar. Gire de vez em quando a forma para caramelizar por igual.
  4. Vai se formar uma calda grossa de caramelo. Desligue o fogo e ligue o forno à 250ºC.
  5. Estique a massa e acomode por cima das maçãs.
  6. Leve para assar por 20 a 30 minutos. Ou até que a massa esteja corada. retire do forno.
  7. Espere esfriar um pouco e vire a torta num prato. Polvilhe com canela e sirva!

Rende 6 porções.

P.S.: Faltou a foto com a massa por cima… Eu deletei sem querer. Mas não tem erro, é só tomar cuidado para deitar a massa em cima das maçãs, se quebrar, não se apavore, coloque o pedaço quebrado e aperte um pouco junto a outra parte, a massa vai assar e não vai dar pra notar.

Bolo húngaro

Um dos passeios que mais gosto de fazer em São Paulo é visitar as feiras gastronômicas. Recentemente fui com meu marido e filha à Feira gastronômica do leste europeu. Representada pela Rússia, Croácia, Polônia, Húngria e outros países; com artesanatos, comidas e bebidas típicas. Um prato mais bonito que o outro! E os doces! Deliciosos!

Entre as várias gostosuras, o que mais gostei foi um bolo tradicional da Hungria. Com massa escura, frutas secas, castanhas e especiarías. Uma delícia para acompanhar o chá numa tarde fria.

Eu adoro os bolos com jeitão rústico, com farinha integral, pouco açúcar e castanhas. Então resolvi fazer a minha versão sem glúten, sem leite e sem ovos. Assim nossa pequena também poderia provar essa delícia. E ela adorou!

Apesar de ser bastante integral, a massa fica úmida e muito perfumada por causa das especiarías. Não ficou nada pesada, pelo contrário, cresceu bem e ficou leve.

Pra ficar bem escurinha, adicionei cacau em pó. Mas se for usar um açúcar mascavo bem escuro, nem precisa por o cacau.

Agora sempre vai ter bolo húngaro em casa!

ingredientes:

  • 200 ml de leite de coco integral (garrafinha ou caixinha)
  • 100 g de açúcar mascavo
  • 25 g de cacau em pó
  • 50 g de polvilho doce
  • 70 g de farinha de arroz integral
  • 40 g de amído de milho
  • 80 g de mel
  • 200 ml de água morna
  • 1 colher de sopa de psyllium*
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de café de cada: gengibre em pó, canela em pó e cravo em pó
  • 1/2 colher de café de noz moscada ralada
  • 100 g de nozes quebradas em pedacinhos**
  • 100 g de cerejas em calda, escorridas e picadas.
  • 50 g de uva passa branca ou preta ou as duas.

Modo de fazer:

  1. Num bol ou tigela coloque o leite de coco
  2. Adicione o açúcar, o cacau e as farinhas. Misture.
  3. Adicione o mel e a água morna. Misture novamente.
  4. Adicione o psyllium, as especiarías, o fermento e o bicarbonato. Misture.
  5. Adicione as nozes, cerejas e as passas.
  6. Despeje numa forma de pão somente untada.***
  7. Leve para assar à 220ºC por aproximadamente 40 minutos.
  8. Espere esfriar para desenformar.

*Psyllium é uma fibra natural que ajuda no crescimento de pães e bolos sem glúten.

**Eu coloco as nozes num saquinho e bato com o martelinho de carne. Você pode usar também o rolo de macarrão para moer as nozes.

***A forma não precisa ser enfarinhada, pois gruda na massa assada. Só é untada mesmo. Pode ser com margarina sem leite ou óleo de coco ou outro óleo vegetal.

Esse bolo rende bastante. fiz numa forma de pão porque é o formato tradicional do bolo húngaro, mas pode ser qualquer outra forma.

Fondue de chocolate belga

Esta sobremesa é muito simples e tem a cara do inverno!

Fondue é uma palavra de origem suíça e significa derreter.

Não tem segredo. Derreta um chocolate bem gostoso, prepare uma porção de frutas e biscoitinhos e chame os amigos!

As melhores frutas são os morangos; que nessa época estão bem bonitos! Uvas, banana e kiwi também ficam ótimos!

Você também pode servir o fondue com biscoitinhos e marshmallows. Os waffles da foto são sem glúten, sem leite e sem ovos. Os marshmallows também são sem leite e sem corantes.

Eu fiz um blend de chocolates belga. Usei 150g de chocolate 50% cacau e 50g de chocolate 75%. Assim não fica tão doce! Use um chocolate sem glúten e sem leite!

Outra dica é colocar uma bebida alcoólica se você não for servir para crianças… 1 colher de sopa de Amaretto, Amarula ou cognac já faz uma diferença!

Essa caneca de fondue da foto é muito bonitinha e prática, é só colocar as pastilhas ou o chocolate picado e derreter no microondas, e depois colocar a velinha embaixo pra manter o chocolate aquecido.

As melhores panelinhas para fazer fondue de chocolate são as de cerâmica ou porcelana.

Se a sua for de porcelana, ela pode ir no microondas, mas se for cerâmica ou faiança (aquela branquinha que parece porcelana, mas que não vai ao forno nem ao microondas, porque craquela) é melhor usar banho-maria. Só precisa tomar cuidado para não cair água no chocolate senão ele desanda.

Serve 2 pessoas!

Ingredientes:

  • 150g de chocolate 50% cacau ( pastilhas ou picado)
  • 50g de chocolate 75% cacau
  • 1 colher de sopa de bebida alcoólica ( Amaretto, cognac ou Amarula) Opcional
  • morangos, uvas, babana, kiwi…
  • biscoitos, marshmallows (sem glúten, sem leite, sem ovos)

Modo de preparo:

  1. Separe as frutas e outros acompanhamentos
  2. Derreta o chocolate no microondas ou em banho-maria
  3. Coloque sobre o rechaud e sirva!

Bolinho de banana com granulado de chocolate

Banana e chocolate é uma dupla infalível! Sempre faz sucesso!

Na massa desses bolinhos vai banana e granulado de chocolate. Essa combinação funcionou super bem. A massa com banana não fica seca e não vai nenhum tipo de gordura, a não ser do leite de coco, se você preferir usar.

O granulado quando aquecido, explode na massa, deixando ela leve e aerada. Ficam deliciosos!

Como sempre mando na lancheira, faço nas forminhas individuais. Pode ser nas forminhas de silicone ou nas de alumínio.

As forminhas de alumínio conduzem melhor o calor e os bolinhos ficam mais coradinhos. Só untei com um pouquinho de óleo de coco.

As forminhas de silicone nem untar precisa. Muito práticas!

Só não recomendo usar forminhas de papel dentro das forminhas de alumínio, porque a massa acaba grudando no papel, e a gente pra não perder nada, engole papel junto!

Se preferir usar uma forma família, use uma pequena de alúminio. Pode ser a de buraco no centro ou uma de bolo inglês.

Você pode fazer o leite de aveia sem glúten ( tem a receita no blog). Se quiser usar o leite de coco, pode ser o de caixa, pronto pra beber. É bem prático e você pode usar em outras receitas, como numa canjica ou num chocolate quente. Só compre um que seja o mais natural possível, sem os espessantes e sabor artificial.

Também leia o rótulo do granulado, pois algumas marcas tem leite em pó e glúten. Eu prefiro o granulado macio, derrete melhor na massa.

Ah! Sempre que a receita permite, uso açúcar demerara ou açúcar de coco em vez de açúcar branco. Aqui fica melhor o demerara, pois ele realça o sabor da banana e ajuda os bolinhos a ficarem mais corados.

Banana também combina com açúcar mascavo, mas neste caso apagaria o sabor do granulado.

Essa massa fica melhor com mais tempo de forno do que um bolo tradicional.

Geralmente bolos feitos com farinha sem glúten pedem mais tempo de forno mesmo. E é bem difícil sair um bolo bem corado. Esses ficam bem coradinhos! A foto não tem filtro não! Rs.

Renderam 10 bolinhos

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de banana nanica cortada (150g), isso dá mais ou menos 3 bananas médias.
  • 1/3 de xícara de chá de farinha de arroz (50g)
  • 1/3 de xícara de chá de amido de milho sem glúten(40g)
  • 1/3 de xícara de chá de açúcar demerara (60g)
  • 1 colher de sopa de fermento em pó (15g)
  • ½ colher de café de bicarbonato de sódio
  • 1/3 de xícara de chá de aveia em flocos sem glúten (60g)
  • 1 xícara de chá de leite de aveia sem glúten ou leite de coco in natura morno (240ml)
  • ½ xícara de chá de granulado de chocolate sem leite (50g)

Modo de preparo:

  1. Amasse as bananas com um garfo. Adicione o leite vegetal e mexa.
  2. Siga adicionando os outros ingredientes.
  3. Despeje a massa em forminhas de alumínio untadas com óleo vegetal.
  4. Asse à 220ºC por 50 à 60 min.
  5. Retire do forno e deixe esfriar um pouco para desenformar.

Bolo de milho cremoso

Emfim é junho! A gente já começa a pensar nas guloseimas de festa junina. E o que não pode faltar? Bolo de milho!

Eu gosto de todas as preparações com milho: bolo; pamonha doce; curau; sopa de milho, especialmente com cambuquira, que é aquele brotinho da abóbora (quem é do interior sabe o que é), suco de milho; milho cozido; milho assado na brasa ( me lembro de quando era criança no interior, na época de milho, quase sempre com uma garoa intensa, eu gostava de ir até a plantação e escolher o milho mais bonito pra assar no fogão à lenha). Era o festival do milho!

Antigamente eu só gostava da versão mais rústica do bolo; quando o milho é ralado e não é passado pela peneira. O bolo fica mais sequinho. Hoje, gosto mais dessa versão cremosa!

Gosto de comer quentinho polvilhado com canela. Muito bom!

Então se você tem intolerância ou alergia à ovo e glúten, ou se é celíaco, pode ficar feliz que você vai comer bolo de milho sim!

Essa receita rende um bolo pequeno e serve umas 6 ou 8 porções, dependendo do tamanho que você for cortar.

É simples de tudo, mas nem por isso menos gostoso! Acompanhado de uma caneca de chá no friozinho de junho, é tudo de bom!

Eu uso milho em lata mesmo, é prático e o sabor fica ótimo. O leite de coco é aquele de garrafinha, uso o integral.

Não esqueça de verificar se o amido de milho que você vai usar é livre de glúten, pois como já falei em outro post, tem marca que tem glúten na composição.

De resto esse bolo é muito prático de fazer. Bate tudo no liquidificador, primeiro o milho e os liquidos, e depois acrescenta os sólidos. Despeja numa forma de buraco no meio. Se for a de silicone, não precisa nem untar. Se for a de alumínio, unte com óleo vegetal.

Leve para para assar à 250ºC. Quando estiver corado nas laterais, depois de 40/50 minutos, desligue o forno e espere esfriar para desenformar. Polvilhe com canela em pó!

Vamos à receita!

Ingredientes:

  • 170g de milho cozido
  • 200ml de leite de coco integral
  • 200ml de água
  • 1/3 de xícara de chá de açúcar refinado (70g)
  • 1/3 de xícara de chá de farinha de arroz (65g)
  • 1/3 de xícara de chá de amido de milho (50g)
  • 1 colher de sopa de fermento em pó (15g)
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio

Modo de fazer:

  1. Bata tudo no liquidificador e despeje em uma forma pequena, de buraco no meio.
  2.  Asse por 40/50 minutos à 250ºC.
  3.  Espere esfriar para desenformar.
  4.  Polvilhe com canela e sirva!

Rende 6 à 8 porções.

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